Os efeitos devastadores dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho continuam a ser contabilizados. As autoridades do país informaram que o número de mortos já ultrapassou 5 mil, totalizando 5.069 vítimas confirmadas. Essa atualização representa um aumento de 139 mortes em relação ao último balanço, que contava 4.930 falecidos. Além disso, o número de feridos permanece em 16.740, sem alterações significativas nos últimos dias.
Após a tragédia, a administração da presidente interina Delcy Rodríguez estabeleceu 107 abrigos temporários, onde aproximadamente 21.235 pessoas estão recebendo suporte. A situação habitacional é crítica, com quase 18 mil cidadãos tendo perdido suas residências. Até o momento, 856 edifícios foram impactados de alguma forma pelos tremores, e 190 deles desabaram completamente.
Estimativas provenientes de Caracas indicam que serão necessárias cerca de 25 mil novas moradias para acomodar todos aqueles que ficaram sem teto. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, destacou a complexidade da reconstrução, afirmando que não se trata apenas de construir novas casas, mas também de reerguer cidades inteiras.
O governo não divulgou informações sobre o número de desaparecidos, mas dados de organizações civis sugerem que mais de 29 mil pessoas continuam sem notícias. Os terremotos de 24 de junho foram os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século, com a cidade de San Felipe sendo atingida por um primeiro tremor de magnitude 7,2, seguido por outro, de 7,5, na região de Yumare, aproximadamente 40 segundos depois.
O Estado de La Guaira e partes de Caracas foram as áreas mais afetadas pelos tremores, que causaram uma crise humanitária de grandes proporções. As autoridades locais estão trabalhando para atender as necessidades imediatas da população afetada e planejam ações a longo prazo para a recuperação das áreas devastadas.

