Na última quinta-feira, 23, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, abordou a crescente pressão sobre o Irã em virtude do conflito entre as nações. Durante sua participação na cúpula de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), realizada nas Filipinas, Rubio criticou a postura do governo iraniano, afirmando que o país do Oriente Médio está implorando por um acordo.
Rubio enfatizou que o Irã busca constantemente um entendimento, mas que continuará a sofrer represálias enquanto mantiver sua atual posição. Ele mencionou que as tentativas de negociação do Irã são frequentes, mas ressaltou que os acordos feitos pelo país muitas vezes são quebrados ou alterados por aqueles que estão no poder. "Portanto, eles continuarão pagando um preço, e, a cada noite, ele fica mais e mais alto", afirmou o secretário.
A situação entre os dois países se intensificou nas últimas semanas, com bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território iraniano após 12 noites consecutivas de confrontos. O Irã, em resposta, lançou ataques contra posições norte-americanas em áreas adjacentes do Oriente Médio.
No mesmo dia, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou operações no Kuwait e na Jordânia, afirmando ter destruído equipamentos militares dos EUA. No entanto, o governo jordaniano negou qualquer dano material, confirmando apenas a interceptação de três mísseis e seis drones.
O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, declarou que os ataques retaliatórios das Forças Armadas continuarão enquanto os EUA persistirem em ofensivas contra a infraestrutura e áreas costeiras do Irã. Akraminia também afirmou que o país está preparado para "qualquer cenário inimigo".

