O Brasil contabilizou oficialmente 830 mil ocorrências de furto ou roubo de celulares em 2025, conforme revelado no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado nesta quarta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma pesquisa preliminar do próprio FBSP sugere que o número real pode ser ainda maior. Aproximadamente 8,3% da população brasileira com 16 anos ou mais, o que equivale a cerca de 13,9 milhões de pessoas, informou ter sido vítima desse tipo de crime nos últimos 12 meses. No entanto, apenas 55% das vítimas registraram boletim de ocorrência.
O estado de São Paulo é responsável por 20% dos casos de furto e roubo de celulares no Brasil, apesar de representar apenas 5,6% da população nacional. A capital paulista ocupa a terceira posição no ranking de taxa de celulares subtraídos por habitante, com uma média de 1.390,5 celulares furtados para cada 100 mil moradores, ficando atrás de São Luís e Belém, que lideram com 1.517 e 1.487, respectivamente. As 20 cidades com maior incidência de crimes desse tipo concentram 40% de todos os casos registrados no país. Em média, o Brasil presenciou 95 ocorrências por hora durante 2025, o que equivale a um celular roubado a cada 38 segundos.
Os dados indicam um aumento de 0,9% nos furtos, passando de 477 mil para 484 mil. O anuário revela que atualmente seis em cada dez celulares subtraídos são resultado de furto, enquanto quatro em cada dez estão ligados a roubos, uma mudança em relação ao padrão observado em anos anteriores.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha a pedido do FBSP calculou que os prejuízos decorrentes de roubos e furtos de celulares nos doze meses anteriores ao levantamento atingiram R$ 22,7 bilhões. Esse valor é superado apenas pelos golpes relacionados a Pix ou boletos falsos. Além disso, mais da metade dos entrevistados, totalizando 53%, afirmou ter evitado circular em determinadas áreas ou horários devido ao receio de ter seu celular furtado.

