O governo brasileiro decidiu prorrogar por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, conforme portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, no dia 23 de julho de 2026. A nova medida entra em vigor a partir de 26 de julho e mantém o valor estabelecido anteriormente, que expira em 25 de julho.
Além do subsídio da gasolina, a subvenção ao diesel, fixada em R$ 1,12 por litro, também permanece válida. Essa subvenção foi prorrogada em 16 de julho por um período de 60 dias. A decisão atual reflete uma alteração no planejamento inicial do governo, que havia anunciado, no fim de junho, uma redução gradual dos subsídios aos combustíveis, após a queda das cotações internacionais do petróleo.
Na ocasião, Dario Durigan havia indicado que a subvenção da gasolina seria uma das próximas a ser reduzidas ou encerradas. No entanto, o governo já havia suspendido o subsídio de R$ 0,35 por litro ao diesel anteriormente. A revisão do cronograma de subsídios ocorreu em resposta à nova instabilidade no mercado internacional de petróleo, provocada pela continuidade do conflito no Oriente Médio entre Irã e Estados Unidos.
Os subsídios foram implementados em maio, em um contexto de crescente tensão na região, quando a alta dos preços do petróleo no mercado internacional aumentou a preocupação com os impactos nos preços dos combustíveis no Brasil. O governo apresentou essa medida como uma ação emergencial para mitigar os efeitos da escalada dos preços sobre os consumidores e assegurar o abastecimento nacional.
Os subsídios funcionam como um incentivo financeiro direcionado a produtores e importadores de combustíveis, com o objetivo de compensar parte dos custos e evitar que o aumento internacional do petróleo seja repassado integralmente aos consumidores. Os valores são transferidos diretamente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

