Federação Italiana cancela contratação de Pirlo após polêmica

A Federação Italiana de Futebol decidiu não avançar com a contratação de Andrea Pirlo como novo técnico.
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A Federação Italiana de Futebol (FIGC) cancelou o acordo para a contratação de Andrea Pirlo como técnico da seleção italiana, a Azzurra. A decisão foi tomada após a divulgação da associação de Pirlo com uma casa de apostas russa, onde ele atua como embaixador global. O anúncio gerou repercussão negativa, especialmente entre políticos italianos que pressionaram a FIGC, considerando inaceitável que um treinador com essa ligação liderasse a seleção em um momento de tensão internacional, devido à guerra entre Rússia e Ucrânia.

O treinador de 47 anos manifestou sua frustração por meio de redes sociais nesta segunda-feira (27), revelando que foi informado sobre a reviravolta no último domingo. Pirlo havia sido escolhido para substituir Gennaro Gattuso, após as recusas de outros nomes como Carlo Ancelotti e Pep Guardiola. O cenário se complicou ainda mais com a pressão política, que levou o presidente da FIGC, Giovanni Malagò, a reavaliar a contratação.

A decisão de não seguir com Pirlo gerou descontentamento entre dirigentes da FIGC, incluindo Paolo Maldini e Leonardo, que se mostraram indignados com a mudança e chegaram a ameaçar deixar seus cargos, conforme reportagem do jornal italiano La Stampa. A repercussão negativa da escolha parece ter sido um fator determinante para a desistência da entidade.

Em sua declaração, Andrea Pirlo expressou respeito pelas instituições e pela FIGC, e lamentou a situação que levou ao cancelamento de sua candidatura ao cargo. Ele destacou que, ao longo de sua carreira, sempre atuou em conformidade com as leis dos países onde trabalhou e com os contratos que assinou.

Após a desistência da contratação de Pirlo, a Federação Italiana se vê na necessidade de buscar novos candidatos para o comando da seleção. Nomes como Antonio Conte e Roberto Mancini estão sendo considerados novamente para a posição, uma vez que as tentativas de trazer Ancelotti, que possui contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030, e Guardiola, que recusou a proposta, não obtiveram sucesso.

Com a saída de Pirlo, a FIGC enfrenta um novo desafio em sua busca por um técnico que possa conduzir a seleção italiana em um momento crucial, enquanto a pressão interna e externa continua a aumentar em relação à escolha do próximo comandante.

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