Proposta de Omã visa compartilhar controle do Estreito de Ormuz

O governo de Omã sugere que países e empresas contribuam voluntariamente para a segurança e gestão do.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

O governo de Omã apresentou ao Irã uma proposta para modificar a gestão do Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o comércio global de petróleo. O plano sugere que países e empresas que utilizam essa passagem façam contribuições voluntárias para financiar a segurança da navegação, a proteção ambiental e as operações de busca e salvamento.

Conforme a proposta, o Irã deixaria de ter controle exclusivo sobre a hidrovia, passando a administração a um modelo compartilhado entre os usuários, semelhante ao que existe no Estreito de Malaca, entre os oceanos Índico e Pacífico. Essa iniciativa busca também diminuir as tensões na região, que foram exacerbadas pela guerra entre Irã e Estados Unidos.

A ideia de Omã conta com o apoio de diversos países da região, que acreditam que ela pode mitigar o risco de novos impasses na circulação de navios. O Estreito de Ormuz é crucial, pois conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e responde por cerca de 20% do petróleo transportado globalmente. A rota é utilizada diariamente por petroleiros que abastecem mercados na Ásia, Europa e América do Norte.

Interrupções na navegação nessa passagem costumam ter impactos imediatos nos preços internacionais da energia. A importância estratégica do Estreito de Ormuz foi ainda mais ressaltada durante o conflito entre Irã e Estados Unidos, quando Teerã restringiu a navegação e começou a cobrar pedágios de embarcações. Essa ação elevou os custos do transporte marítimo, gerando preocupações entre importadores de petróleo e empresas de navegação.

Após tensões, os dois países alcançaram um acordo preliminar para restabelecer a circulação de navios, mas as divergências sobre a administração da hidrovia continuaram a ser um ponto central nas negociações diplomáticas.

A proposta apresentada por Omã visa estabelecer um modelo permanente que minimize disputas sobre o uso do estreito. As contribuições seriam voluntárias e destinadas exclusivamente a financiar a segurança da navegação, a preservação ambiental e as operações de resgate.

PUBLICIDADE

Relacionadas: