TSE determina preservação de dados de perfis que atacaram Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral ordenou que a Meta mantenha informações de contas ligadas a ataques contra Flávio.
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A decisão, assinada na última sexta-feira, dia 24, é mantida em sigilo e atende a um pedido do PL, que apresentou ao TSE indícios de um possível esquema irregular de impulsionamento de anúncios nas redes sociais da empresa. A medida busca garantir que as informações permaneçam disponíveis para futuras investigações e produção de provas no contexto do processo eleitoral.

De acordo com a petição da campanha, perfis recém-criados e com um número reduzido de seguidores teriam investido aproximadamente R$ 200 mil em publicidade desfavorável a Flávio Bolsonaro. O partido argumenta que essas contas apresentavam entre 20 e 30 seguidores e exibiam um comportamento que não condizia com o volume de recursos utilizados em anúncios.

Os advogados do PL também apontaram que foram encontrados anúncios pagos em várias moedas, incluindo reais, dólares e pesos colombianos. O padrão de impulsionamento, conforme alegado pela campanha, é considerado sem precedentes.

Maria Claudia Bucchianeri, representante da campanha, mencionou em coletiva de imprensa realizada no dia 20 de julho que, durante a análise dos anunciantes na plataforma Meta, foi possível detectar perfis pequenos e recém-criados, que contavam com apenas 30 a 40 seguidores, realizando contratações no valor de R$ 200 mil. Essa situação, segundo ela, levantou um sinal de alerta sobre a irregularidade.

Na ação apresentada ao TSE, o PL descreve a estrutura como uma “milícia digital”, composta por perfis considerados “fantasmas”. O partido alega que essas contas eram temporárias, possuíam baixa audiência orgânica e tinham como principal objetivo a promoção de anúncios patrocinados.

No levantamento apresentado, foram identificadas 51 páginas com características semelhantes, que juntas publicaram cerca de 4.607 anúncios patrocinados entre março e junho, alcançando aproximadamente 250 milhões de visualizações. A decisão do TSE permite que a Meta armazene e preserve os dados relacionados a esses perfis, assegurando que as informações fiquem acessíveis para investigações futuras.

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