Em uma convenção nacional realizada na quarta-feira (29), o PSB ratificou a candidatura de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições presidenciais de 2026. Durante seu discurso, Alckmin enfatizou a relevância da defesa da democracia, afirmando que não se pode "falar em liberdade enquanto se busca derrubar a democracia".
Lula, presente no evento, elogiou Alckmin, expressando satisfação por tê-lo novamente como vice. O presidente ressaltou a expectativa de fechar mais um ciclo presidencial ao lado do ex-governador paulista. "Estou feliz por ter Geraldo como vice e mais feliz por vocês indicarem ele outra vez, por unanimidade, para continuar a serviço. Eu e Alckmin vamos ganhar as eleições. Mesmo se a gente só errar daqui pra frente, o acerto foi tanto, que a gente vai ganhar as eleições", disse Lula.
A aliança entre o PSB e o PT, que se repete desde 2022, permanece confirmada, com o PDT também declarando apoio à chapa presidencial de Lula. No entanto, apesar da união a nível nacional, não haverá palanques unificados em todo o Brasil. No Distrito Federal, por exemplo, o PT lançará Leandro Grass ao governo, enquanto o PSB apresentará Ricardo Cappelli como candidato.
Em Pernambuco, a situação é semelhante. Mesmo com a presença de Lula nas campanhas de João Campos (PSB), o presidente não fará campanha contra a atual governadora e rival principal de Campos, Raquel Lyra (PSD). No Paraná, o PT apoiará a candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo, enquanto o PSB ainda não definiu seu candidato.
A convenção e as falas dos líderes políticos refletem a estratégia de colaboração entre os partidos, mas também evidenciam as particularidades regionais que podem impactar a dinâmica eleitoral nas próximas eleições. As próximas semanas devem trazer mais definições sobre as candidaturas e alianças locais, à medida que os partidos se preparam para a corrida eleitoral de 2026.