Franco Baresi, ícone do Milan e da seleção italiana, falece aos 66 anos

Franco Baresi, lendário zagueiro e capitão do Milan, faleceu aos 66 anos. O clube milanês lamentou a.
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Franco Baresi, renomado zagueiro e capitão do Milan nas décadas de 1980 e 1990, faleceu na última sexta-feira (31) aos 66 anos. O clube milanês divulgou a notícia e expressou seu luto pela morte do ex-jogador, destacando seu legado e a importância de sua figura na história do time. "A história completa do Milan está de luto pela morte de Franco Baresi. Seu exemplo e sua integridade ficarão gravados para sempre no DNA do Clube, assim como sua icônica camisa de número 6", declarou o Milan em suas redes sociais.

Nascido na Lombardia em maio de 1960, Baresi ingressou nas categorias de base do Milan em 1974 e foi promovido ao time principal em 1978, com apenas 17 anos. Com apenas 18 anos, ele já se tornou titular e, aos 22, assumiu a capitania do time, destacando-se por sua técnica e liderança, apesar de um físico considerado magro por muitos. Ao longo de sua carreira, ele formou uma defesa sólida ao lado de outros grandes nomes, como Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta.

Baresi conquistou três títulos da Liga dos Campeões e seis campeonatos da Itália, além de ser reconhecido como um dos melhores zagueiros da história do futebol mundial. Ele também foi campeão do mundo com a seleção italiana em 1982, embora não tenha atuado durante o torneio. Em 1994, participou como titular da seleção que chegou à final da Copa do Mundo, mas acabou não conquistando o título, perdendo para o Brasil.

Além de sua carreira no clube e na seleção, Baresi foi vice-presidente honorário do Milan a partir de 2020. Sua morte ocorreu pouco após uma cirurgia realizada em agosto de 2025, na qual foi retirado um nódulo pulmonar. Na ocasião, o ex-jogador havia afirmado que levaria um tempo para recuperar suas forças.

Com 719 partidas pelo Milan, Baresi é o segundo jogador com mais jogos pelo clube, superado apenas por Paolo Maldini. Ele também foi vice-campeão da premiação Bola de Ouro em 1989, ficando atrás do companheiro de equipe Marco van Basten. Ao todo, disputou 81 partidas pela seleção italiana, mas enfrentou frustrações em suas participações em Copas do Mundo, incluindo a edição de 1986, quando foi excluído da equipe por desavenças com o treinador, e as disputas de pênaltis nas semifinais da Copa de 1990 e na final de 1994, que não lhe concederam um novo título mundial.

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