Câmara Municipal de Curitiba empossa novos vereadores após decisão judicial

Na próxima segunda-feira (3), a Câmara Municipal de Curitiba dará posse aos novos vereadores Dalton Borba e.
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A Câmara Municipal de Curitiba realizará a posse dos vereadores Dalton Borba (Solidariedade) e Matteus Henrique (PT) na próxima segunda-feira, dia 3. A mudança na composição da Casa se deve à determinação da Justiça Eleitoral, que anulou os votos do Partido da Mulher Brasileira (PMB) por fraude à cota feminina de candidaturas nas eleições de 2024.

Com a anulação dos votos do PMB, dois vereadores perderam seus mandatos: Buno Secco, que foi eleito pelo partido e atualmente é filiado ao Novo, e Toninho da Farmácia, que havia sido eleito pelo sistema de sobras como membro do PSD e agora está no União Brasil. Para ocupar os lugares deixados pelos vereadores cassados, assumem Matteus Henrique e Dalton Borba, ambos considerados eleitos por quociente partidário.

Matteus Henrique, que conquistou 4.445 votos nas eleições de 2024, fará sua estreia na Câmara Municipal. Por sua vez, Dalton Borba, que recebeu 4.240 votos, já possui experiência, tendo exercido o cargo de vereador em duas legislaturas anteriores: a primeira parcialmente, entre 2019 e 2020, e a segunda de forma integral, de 2021 a 2024, quando era filiado ao PDT.

A oficialização da mudança ocorreu na última quarta-feira, dia 29, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) reconheceu a fraude à cota de gênero na chapa do PMB e concluiu a retotalização dos votos da eleição. A cerimônia de posse dos novos vereadores está agendada para as 9h, durante a abertura da sessão plenária da Câmara.

O mandato atual seguirá até 2028. A impugnação dos votos da chapa do PMB foi motivada por uma denúncia relacionada a uma das candidatas da sigla. A candidata Telma Nogueira enfrentou problemas em sua campanha devido a um erro técnico atribuído ao partido. O número de urna escolhido por Telma foi alterado sem que ela fosse notificada, resultando em confusão entre os eleitores no dia da votação, já que seu número foi registrado para outro candidato, Evandro do Tatuquara.

O TRE-PR concluiu que a responsabilidade pela situação era exclusivamente do partido e decidiu não aplicar pena de inelegibilidade à candidata, que manteve seus direitos políticos, enquanto a chapa do PMB foi cassada.

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