O ministro Flávio Dino, que atua no Supremo Tribunal Federal, autorizou a instauração de um terceiro inquérito da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A decisão foi formalizada na segunda-feira, dia 3 de outubro.
Além do novo inquérito, Dino também deu autorização para que a Polícia Federal investigue vazamentos ilegais de dados sigilosos relacionados às investigações envolvendo Lulinha. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa o empresário, manifestou-se sobre a decisão, afirmando que a equipe está tranquila e confiante na condução do ministro Flávio Dino, a quem descreveu como um jurista respeitado.
Na última sexta-feira, dia 31, o ministro André Mendonça, também do Supremo Tribunal Federal, havia autorizado a abertura de um segundo inquérito focado em tráfico de influência no âmbito do governo federal. Lulinha é um dos alvos desta investigação, que busca elucidar possíveis irregularidades em sua atuação junto ao Dataprev, a empresa de tecnologia da Previdência, e outros órgãos governamentais.
As apurações da Polícia Federal surgem após indícios de que Lulinha poderia estar favorecendo o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT, que possui conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Adicionalmente, na quinta-feira, dia 30, André Mendonça já havia concedido autorização para a PF investigar supostos crimes relacionados à corrupção e tráfico de influência relacionados à comercialização de cannabis medicinal, envolvendo também Lulinha e programas vinculados ao Ministério da Saúde.

