Cientistas podem encontrar água na Lua com ajuda de ondas sísmicas

Água escondida sob a superfície da Lua poderá ser localizada por meio da análise da propagação de.

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Água escondida sob a superfície da Lua poderá ser localizada por meio da análise da propagação de vibrações pelo solo lunar.

Um estudo recente demonstrou que ondas sísmicas, semelhantes às registradas durante terremotos na Terra, podem servir para identificar e mapear depósitos de gelo enterrados abaixo da superfície do satélite natural. Os resultados da pesquisa foram publicados em uma revista científica especializada no final de julho de 2026, em um momento em que diferentes agências espaciais intensificam os preparativos para uma nova fase da exploração lunar.

O programa Artemis, da NASA, prevê missões tripuladas à região do polo sul da Lua em 2028, onde crateras permanentemente sombreadas podem abrigar grandes reservas de gelo de água preservadas por bilhões de anos.

A presença desse gelo poderá desempenhar um papel fundamental para futuras bases lunares. Após ser derretida e purificada, a água poderá ser utilizada para consumo humano. Além disso, por meio da eletrólise, será possível separar suas moléculas em oxigênio, necessário para a respiração dos astronautas, e hidrogênio, que pode ser empregado como combustível para foguetes.

Contar com uma fonte local desses recursos reduziria significativamente a quantidade de suprimentos que precisariam ser transportados da Terra, diminuindo custos e aumentando a autonomia das missões de longa duração.

Segundo os pesquisadores, identificar materiais que possam ser aproveitados diretamente na Lua é essencial para garantir a sustentabilidade da exploração espacial. Como as tripulações estarão limitadas aos recursos levados em suas espaçonaves, qualquer fonte local de água, oxigênio ou combustível poderá tornar viável a permanência por períodos mais longos e até a construção de postos avançados permanentes.

Embora satélites em órbita da Lua já tenham detectado indícios de gelo, esses equipamentos conseguem analisar apenas as camadas mais superficiais do solo lunar. Grande parte da água pode estar enterrada em profundidades maiores, fora do alcance dos sensores orbitais. A nova pesquisa propõe justamente uma alternativa para investigar essas regiões subterrâneas.

A técnica baseia-se no comportamento das ondas sísmicas ao atravessarem diferentes materiais. Solos secos e congelados respondem de maneiras distintas à passagem dessas vibrações.

Quando há gelo preenchendo os espaços entre os grãos do solo lunar, o material torna-se mais rígido, permitindo que as ondas sísmicas se propaguem aproximadamente duas a três vezes mais rápido do que em áreas secas. Além disso, regiões ricas em gelo podem refletir parte dessas ondas, produzindo um efeito semelhante ao eco, quando o som rebate em uma parede.

Um sismômetro instalado na superfície da Lua poderia detectar essas alterações e indicar tanto a presença quanto uma estimativa da quantidade de gelo existente no subsolo.

Para avaliar essa hipótese, os pesquisadores combinaram três abordagens diferentes. Em laboratório, utilizaram rochas vulcânicas do estado do Arizona, nos Estados Unidos, cuja composição e estrutura se assemelham ao regolito lunar, a camada de poeira e fragmentos rochosos que cobre a superfície da Lua.

Após triturar esse material, os cientistas congelaram as amostras e empregaram equipamentos de raios X para observar como o gelo preenchia os pequenos espaços existentes entre os grãos.

Paralelamente, outro grupo desenvolveu modelos computacionais detalhados da temperatura na região do polo sul lunar, identificando crateras que permaneceram frias o suficiente para preservar depósitos de gelo durante bilhões de anos. Essas áreas são consideradas os locais mais promissores para futuras investigações.

A terceira etapa envolveu simulações computacionais de pequenos terremotos lunares, conhecidos como moonquakes. Esses eventos sísmicos ocorrem naturalmente na Lua e podem ser provocados por impactos de meteoritos, contrações térmicas da superfície ou pela interação gravitacional com a Terra.

As simulações mostraram que a presença de gelo altera de forma consistente o comportamento das ondas sísmicas, produzindo assinaturas detectáveis por instrumentos adequados.

Além de seu valor para futuras missões tripuladas, os depósitos de gelo lunar podem fornecer informações importantes sobre a história do Sistema Solar. As crateras permanentemente sombreadas funcionam como verdadeiros cofres naturais, preservando água e outras substâncias voláteis por períodos extremamente longos.

Como muitas dessas formações geológicas possuem cerca de 4 bilhões de anos, o gelo acumulado nelas pode conter registros de como a água foi distribuída durante os estágios iniciais da formação dos planetas e, consequentemente, ajudar os cientistas a compreender como os oceanos terrestres surgiram.

Os pesquisadores destacam que essa hipótese poderá ser testada em breve. A missão chinesa Chang’e-7, prevista para pousar nas proximidades da Cratera Shackleton no final de 2026, deverá transportar um sismômetro para realizar medições da atividade sísmica local.

A região escolhida abriga diversos locais considerados fortes candidatos à presença de gelo subterrâneo. Já as futuras missões do programa Artemis poderão instalar uma estação permanente de monitoramento ambiental e sísmico na superfície lunar, ampliando ainda mais a capacidade de investigar esses depósitos.

Segundo os autores do estudo, ainda não existe uma medição direta que confirme a quantidade e a distribuição do gelo abaixo da superfície da Lua. No entanto, os modelos desenvolvidos fornecem previsões detalhadas sobre os sinais sísmicos que devem ser observados caso esses depósitos realmente existam.

A expectativa é que as próximas missões espaciais permitam comparar essas previsões com medições reais, representando um passo importante para confirmar a presença de água subterrânea e preparar futuras operações de exploração e permanência humana na Lua.Água escondida sob a superfície da Lua poderá ser localizada por meio da análise da propagação de vibrações pelo solo lunar.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Maryland, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e da Universidade do Havaí demonstrou que ondas sísmicas, semelhantes às registradas durante terremotos na Terra, podem servir para identificar e mapear depósitos de gelo enterrados abaixo da superfície do satélite natural.

Os resultados da pesquisa foram publicados em uma revista científica especializada no final de julho de 2026, em um momento em que diferentes agências espaciais intensificam os preparativos para uma nova fase da exploração lunar.

O programa Artemis, da NASA, prevê missões tripuladas à região do polo sul da Lua em 2028, onde crateras permanentemente sombreadas podem abrigar grandes reservas de gelo de água preservadas por bilhões de anos.

A presença desse gelo poderá desempenhar um papel fundamental para futuras bases lunares. Após ser derretida e purificada, a água poderá ser utilizada para consumo humano. Além disso, por meio da eletrólise, será possível separar suas moléculas em oxigênio, necessário para a respiração dos astronautas, e hidrogênio, que pode ser empregado como combustível para foguetes.

Contar com uma fonte local desses recursos reduziria significativamente a quantidade de suprimentos que precisariam ser transportados da Terra, diminuindo custos e aumentando a autonomia das missões de longa duração.

Segundo os pesquisadores, identificar materiais que possam ser aproveitados diretamente na Lua é essencial para garantir a sustentabilidade da exploração espacial. Como as tripulações estarão limitadas aos recursos levados em suas espaçonaves, qualquer fonte local de água, oxigênio ou combustível poderá tornar viável a permanência por períodos mais longos e até a construção de postos avançados permanentes.

Embora satélites em órbita da Lua já tenham detectado indícios de gelo, esses equipamentos conseguem analisar apenas as camadas mais superficiais do solo lunar. Grande parte da água pode estar enterrada em profundidades maiores, fora do alcance dos sensores orbitais. A nova pesquisa propõe justamente uma alternativa para investigar essas regiões subterrâneas.

A técnica baseia-se no comportamento das ondas sísmicas ao atravessarem diferentes materiais. Solos secos e congelados respondem de maneiras distintas à passagem dessas vibrações.

Quando há gelo preenchendo os espaços entre os grãos do solo lunar, o material torna-se mais rígido, permitindo que as ondas sísmicas se propaguem aproximadamente duas a três vezes mais rápido do que em áreas secas. Além disso, regiões ricas em gelo podem refletir parte dessas ondas, produzindo um efeito semelhante ao eco, quando o som rebate em uma parede.

Um sismômetro instalado na superfície da Lua poderia detectar essas alterações e indicar tanto a presença quanto uma estimativa da quantidade de gelo existente no subsolo.

Para avaliar essa hipótese, os pesquisadores combinaram três abordagens diferentes. Em laboratório, utilizaram rochas vulcânicas do estado do Arizona, nos Estados Unidos, cuja composição e estrutura se assemelham ao regolito lunar, a camada de poeira e fragmentos rochosos que cobre a superfície da Lua.

Após triturar esse material, os cientistas congelaram as amostras e empregaram equipamentos de raios X para observar como o gelo preenchia os pequenos espaços existentes entre os grãos.

Paralelamente, outro grupo desenvolveu modelos computacionais detalhados da temperatura na região do polo sul lunar, identificando crateras que permaneceram frias o suficiente para preservar depósitos de gelo durante bilhões de anos. Essas áreas são consideradas os locais mais promissores para futuras investigações.

A terceira etapa envolveu simulações computacionais de pequenos terremotos lunares, conhecidos como moonquakes. Esses eventos sísmicos ocorrem naturalmente na Lua e podem ser provocados por impactos de meteoritos, contrações térmicas da superfície ou pela interação gravitacional com a Terra.

As simulações mostraram que a presença de gelo altera de forma consistente o comportamento das ondas sísmicas, produzindo assinaturas detectáveis por instrumentos adequados.

Além de seu valor para futuras missões tripuladas, os depósitos de gelo lunar podem fornecer informações importantes sobre a história do Sistema Solar. As crateras permanentemente sombreadas funcionam como verdadeiros cofres naturais, preservando água e outras substâncias voláteis por períodos extremamente longos.

Como muitas dessas formações geológicas possuem cerca de 4 bilhões de anos, o gelo acumulado nelas pode conter registros de como a água foi distribuída durante os estágios iniciais da formação dos planetas e, consequentemente, ajudar os cientistas a compreender como os oceanos terrestres surgiram.

Os pesquisadores destacam que essa hipótese poderá ser testada em breve. A missão chinesa Chang’e-7, prevista para pousar nas proximidades da Cratera Shackleton no final de 2026, deverá transportar um sismômetro para realizar medições da atividade sísmica local.

A região escolhida abriga diversos locais considerados fortes candidatos à presença de gelo subterrâneo. Já as futuras missões do programa Artemis poderão instalar uma estação permanente de monitoramento ambiental e sísmico na superfície lunar, ampliando ainda mais a capacidade de investigar esses depósitos.

Segundo os autores do estudo, ainda não existe uma medição direta que confirme a quantidade e a distribuição do gelo abaixo da superfície da Lua. No entanto, os modelos desenvolvidos fornecem previsões detalhadas sobre os sinais sísmicos que devem ser observados caso esses depósitos realmente existam.

A expectativa é que as próximas missões espaciais permitam comparar essas previsões com medições reais, representando um passo importante para confirmar a presença de água subterrânea e preparar futuras operações de exploração e permanência humana na Lua.

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Fonte:Paraná Jornal

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