O governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro decidiram suspender as aulas da rede pública de ensino nesta sexta-feira (7) em função da intensificação da previsão de vendaval para a região. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou a capital fluminense em Estágio 2 de alerta, dada a gravidade da situação.
Os ventos na região metropolitana do Rio de Janeiro devem ultrapassar 90 km/h, resultado da combinação entre um ciclone bomba e uma frente fria. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, especialmente para a área litorânea do estado, onde os efeitos do fenômeno são mais sentidos.
A formação de um ciclone extratropical, que pode ser classificado como ciclone bomba, é esperada devido à passagem de um sistema de baixa pressão que se desloca a partir do norte da Argentina e do Paraguai. Esse fenômeno ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de uma massa de ar quente, provocando uma rápida queda na pressão atmosférica.
De acordo com Micael Cecchini, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), a ciclogênese explosiva, que caracteriza o ciclone bomba, é identificada por uma diminuição da pressão atmosférica de pelo menos 24 hPa em um intervalo de 24 horas. Essa condição é essencial para a formação de tempestades mais severas.
As expectativas são de que o sistema de baixa pressão atue ao longo da costa, especialmente entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. Assim, as tempestades intensas, que podem incluir descargas elétricas e até granizo, são uma possibilidade real.
Imagens de satélite indicam que os ventos mais fortes devem se concentrar principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidades que podem ultrapassar 100 km/h. A situação requer atenção, uma vez que as tempestades decorrentes desse fenômeno podem ser extremamente perigosas para a população.