Novo presidente da Colômbia toma posse em meio a tensões políticas

Abelardo de la Espriella assume a presidência da Colômbia em uma cerimônia marcada por forte segurança e.
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A cerimônia de posse de Abelardo de la Espriella como presidente da Colômbia ocorreu nesta sexta-feira, 7, em um ambiente de alta tensão política e segurança reforçada. Ao contrário da tradição de ser realizada em Bogotá, a cerimônia foi transferida para um auditório universitário em Cali, a mais de 400 quilômetros da capital, uma mudança que gerou polêmica e quebrou um costume de mais de dois séculos.

A proposta de realizar a posse em um local alternativo foi sugerida por Espriella, que inicialmente desejava um espaço em uma base militar. No entanto, essa proposta foi negada pelo presidente anterior, Gustavo Petro. Após negociações, o Congresso autorizou a realização do evento em Cali, uma decisão que gerou críticas.

Diante do cenário de incerteza, as forças de segurança aumentaram o monitoramento para prevenir possíveis incidentes. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, declarou que a cidade estava preparada para um dia histórico, assegurando que todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população foram adotadas. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, também expressou preocupações sobre possíveis ataques, afirmando que certos grupos criminosos poderiam tentar interromper o evento.

A posse contou com a presença de cerca de 30 delegações internacionais, incluindo líderes de países como Argentina, Paraguai, Chile e Equador. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao evento.

O clima político na Colômbia é marcado por instabilidade, com Gustavo Petro acusando Espriella de ter vencido as eleições através de fraude, embora não tenha apresentado evidências para sustentar suas alegações. Petro, que não participou da posse, convocou manifestações contra o novo governo, referindo-se à ascensão de Espriella como a imposição de um presidente ilegítimo.

A vitória de Espriella representa o retorno da direita ao poder no país. O novo presidente, que é advogado criminalista, defendeu durante a campanha propostas voltadas para o endurecimento na segurança e a liberalização da economia. A competição eleitoral foi bastante acirrada, com Espriella obtendo 49,66% dos votos, superando Iván Cepeda, aliado de Petro, que contabilizou 48,70%, uma diferença de aproximadamente 250 mil votos.

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