EUA alertam para possível ação militar de Putin contra a Otan

Relatórios da inteligência dos Estados Unidos indicam que Vladimir Putin pode testar a resposta da Otan com.
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A recente análise da inteligência dos Estados Unidos sugere que o regime de Vladimir Putin pode realizar um teste da capacidade de reação militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por meio de um ataque limitado a um dos países membros da aliança. Esse teste, de acordo com os documentos, teria como principal objetivo avaliar a disposição dos aliados em responder a uma provocação, mesmo com a Rússia ainda engajada na guerra contra a Ucrânia.

Os relatórios descrevem uma variedade de cenários possíveis para uma ação russa, incluindo ataques cibernéticos direcionados à infraestrutura crítica e uma incursão terrestre de pequena escala. Esta última poderia envolver o uso de grupos armados não identificados para ocupar parte do território de um país aliado. Embora a inteligência dos EUA considere que a probabilidade de um cenário mais grave, como uma incursão terrestre, seja baixa, os riscos associados a essa possibilidade tendem a aumentar ao longo do tempo.

Historicamente, as avaliações de Washington indicavam que Putin evitaria qualquer confronto direto com um membro da Otan enquanto estivesse focado na situação na Ucrânia. No entanto, essa percepção parece ter mudado, especialmente diante dos sinais de desgaste militar da Rússia e das crescentes pressões internas que o Kremlin enfrenta atualmente.

As autoridades norte-americanas apontam que Putin pode tentar explorar as divisões existentes entre os aliados ocidentais. Essa estratégia visa testar a capacidade de resposta da Otan em meio à continuidade do conflito na Ucrânia, além de tentar enfraquecer a coesão interna da aliança.

Além das questões militares, a situação interna na Rússia também contribui para um aumento nos riscos de uma postura mais agressiva por parte do Kremlin. A análise da inteligência dos EUA sugere que um Putin encurralado pode intensificar ações contra adversários externos. Esse cenário é agravado por um contexto político complicado; a poucos meses das eleições legislativas, sua popularidade nas pesquisas permanece estagnada. Em julho, o índice de aprovação do líder russo caiu cinco pontos devido à crise de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos a refinarias russas.

A capacidade de refino da indústria petrolífera russa, conforme relatado, recuou para níveis não vistos desde 2002, refletindo os danos causados às suas instalações energéticas. Esse quadro, segundo a inteligência dos EUA, aumenta a probabilidade de que Moscou adote iniciativas mais arriscadas no campo militar.

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