BNDES registra lucro histórico de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões.
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões para o primeiro semestre de 2026, representando um aumento significativo de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é considerado um marco para a instituição, que acumulou um lucro total de R$ 17,1 bilhões nos últimos 12 meses, estabelecendo um recorde histórico.

Em coletiva de imprensa realizada na sede do banco em São Paulo, o presidente Aloizio Mercadante destacou a relevância dos resultados obtidos. Ele classificou o balanço como extraordinário, ressaltando a combinação de crescimento no volume de créditos e uma rentabilidade que se posiciona como a segunda maior do mercado.

Os ativos totais do BNDES alcançaram R$ 1,05 trilhão, o maior valor já registrado pela instituição. A carteira de crédito também apresentou crescimento, atingindo R$ 684 bilhões, o que representa o maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido do banco foi de R$ 181 bilhões, também um recorde histórico.

O banco indicou que as aprovações de crédito totalizaram R$ 110,6 bilhões no primeiro semestre, apresentando um aumento expressivo de 52% em relação ao ano anterior. Os setores que se destacaram foram a infraestrutura, com um crescimento de 91% e totalizando R$ 46 bilhões, e a agropecuária, que somou R$ 24,8 bilhões e cresceu 46%. O crédito para comércio e serviços foi de R$ 17,3 bilhões, com alta de 27%, enquanto a indústria alcançou R$ 22,5 bilhões, um aumento de 24%.

Além disso, o apoio às micro, pequenas e médias empresas atingiu R$ 108,2 bilhões, o maior valor histórico para esse período, representando um crescimento de 22% em relação ao ano passado. A inadimplência para prazos de 90 dias permaneceu estável em 0,05%, inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que é de 4,68%.

Durante a coletiva, Mercadante também falou sobre a estratégia de diversificação do BNDES, que inclui investimentos em setores emergentes como carros voadores, inteligência artificial, minerais críticos e terras raras. O presidente delatou que o banco está se preparando para financiar inovações na indústria automotiva, apostando em tecnologias que unem biocombustíveis e mobilidade elétrica.

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