Osmar Ricardo Cabral Barreto, figura emblemática do Partido dos Trabalhadores (PT) Em Pernambuco, concedeu uma entrevista ao jornalista Raul Holderf Nascimento, onde discutiu aspectos da política local e a relação entre petistas e socialistas no estado. Em sua análise, o dirigente do PT, que ocupa seu sexto mandato na Câmara Municipal do Recife, afirmou que Lula não deverá participar do palanque de João Campos durante o primeiro turno das eleições para o governo de Pernambuco.
Durante a conversa, Osmar Ricardo apontou que essa decisão não se restringe apenas ao Estado de Pernambuco, mas se estende a outras regiões onde as alianças exigem maior cautela por parte do núcleo nacional do PT. O vereador também mencionou a tentativa de João Campos de associar sua imagem à de Lula, citando um evento em que o ex-presidente do PSB participou de atividades do PT, mas ressaltou que as divergências políticas são significativas.
Osmar Ricardo criticou a gestão atual da Prefeitura do Recife e destacou as tensões que marcam a relação entre o PT e o PSB. Em sua visão, uma eventual derrota do PSB nas eleições pode alterar a dinâmica política na esquerda e possibilitar um renascimento do protagonismo do PT Em Pernambuco. Para ele, essa mudança é crucial para definir o futuro do partido no estado, especialmente em relação à sua posição em relação ao PSB.
O dirigente do PT, que tem uma longa trajetória na política pernambucana, expressou que sua resistência em apoiar João Campos vai além de uma simples oposição. Ela reflete uma luta pelo espaço que o PT conquistou ao longo dos anos, que foi diminuído pela influência crescente do PSB e das famílias Arraes e Campos. Osmar busca assegurar que o PT não apenas mantenha seu espaço, mas também busque um papel de destaque nas próximas gerações políticas do estado.
A escolha de Osmar Ricardo, portanto, não se limita a apoiar Raquel Lyra ou criticar João Campos, mas abrange uma visão mais ampla sobre o lugar que o PT deve ocupar na política de Pernambuco. O dirigente enfatizou a importância de o partido reivindicar um papel ativo e autônomo, em vez de continuar a fazer parte de uma aliança sob a liderança dos socialistas, que historicamente dominam a cena política no estado.

