Flávio Bolsonaro é filiado ao Partido Missão em registro contestado

O TSE confirmou a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão, que alega ter sido vítima de.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou, nesta terça-feira (13), que a filiação do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao Partido Missão foi registrada por um representante da própria legenda. Essa alteração no sistema eleitoral impediu que o senador completasse o registro de sua candidatura à Presidência nas eleições de 2024.

A campanha de Flávio Bolsonaro planeja solicitar à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar a situação. O sistema da Justiça Eleitoral informa que o senador deixou o PL e, em seguida, passou a constar como filiado ao Partido Missão, que terá Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto.

De acordo com a certidão eleitoral, a mudança ocorreu na quarta-feira (12). Flávio Bolsonaro era filiado ao PL desde novembro de 2021. A direção do Partido Missão alega que o episódio se trata de uma tentativa de filiação fraudulenta. A legenda afirmou que identificou a alteração e tentou cancelar a filiação no mesmo dia, mas o pedido foi rejeitado pelo TSE.

O partido também informou que o gabinete de Flávio foi alertado sobre a tentativa de filiação desde 2 de agosto. Segundo a legenda, os e-mails enviados foram abertos, mas não houve resposta. Em nota, o Partido Missão expressou que foi vítima de uma fraude e que seu sistema, ao detectar a irregularidade, tentou cancelar a filiação imediatamente, ação que foi negada pelo TSE.

A legenda complementou que pretende apresentar à Polícia Federal e ao TSE registros técnicos que comprovem a situação. O partido reiterou que não compactua com filiações fraudulentas e se coloca à disposição das autoridades para que os fatos sejam devidamente apurados.

Esse caso remete a uma situação anterior, na qual um filiado ao PL foi identificado no sistema da Justiça Eleitoral como vinculado ao PT. Na ocasião, o TSE determinou que a Polícia Federal investigasse a inserção de dados fraudulentos. O ministro Alexandre de Moraes apontou que havia indícios de crime com relação à inclusão de informações falsas no sistema eleitoral.

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