A polêmica surgiu um dia após KASSAB ter afirmado que os partidos do Centrão não estão neutros na eleição, e que, na sua visão, já estão alinhados ao presidente. Além disso, KASSAB descartou as chances de Flávio Bolsonaro vencer, afirmando categoricamente que "a chance do Flávio se eleger é zero". Essa declaração foi feita durante um encontro com empresários em São Paulo.
KASSAB também previu que Flávio perderá força assim que a campanha começar a destacar os nomes e grupos que cercam o candidato do PL. "O Flávio vai desabar na hora que o PT começar a mostrar as pessoas que estão no entorno dele", comentou KASSAB, em uma análise que visava deslegitimar a candidatura do senador.
Em resposta, Marinho defendeu a competitividade da candidatura de Flávio, argumentando que as declarações de KASSAB refletem uma articulação política para favorecer Lula e conter o avanço do candidato do PL. "Está cada vez mais claro que a candidatura apresentada não é para valer e que o sistema se uniu por se sentir ameaçado. As máscaras estão caindo!", afirmou Marinho.
O senador também ressaltou que a articulação dos partidos não será suficiente para determinar o resultado da eleição, enfatizando que "esqueceram de combinar com o povo e @FlavioBolsonaro vencerá as eleições para retomarmos os trilhos da prosperidade".
As declarações de KASSAB ocorreram em um evento que reuniu mais de 200 empresários dos setores de agro, indústria e mineração em São Paulo. Durante a ocasião, KASSAB destacou a candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência, afirmando que a decisão dos partidos do Centrão de não lançarem candidaturas próprias abre espaço para que Caiado tenha mais tempo de propaganda eleitoral.
KASSAB mencionou que legendas como MDB, União Brasil, Republicanos e Progressistas optaram por não apresentar candidatos ao Palácio do Planalto, o que pode beneficiar a visibilidade de Caiado na campanha eleitoral. O presidente do PSD também expressou otimismo quanto ao desempenho de Caiado, indicando que pesquisas internas do partido mostram números superiores aos que têm sido divulgados publicamente.

