Um dos comentários expressou a indignação de um usuário, que afirmou: “A tortura continua para o povo”, enquanto outro, identificado como Angel Cuencas, referiu-se à situação como “a revolução do blackout”. A insatisfação popular se reflete nas redes sociais, onde relatos de dificuldades cotidianas se acumulam.
Entre as vozes que se destacaram nas redes, a mãe Guilaerta Navarro fez um apelo emotivo, ressaltando as dificuldades enfrentadas pela população. Ela questionou: “Vocês acham justo ter apenas 2 horas de energia elétrica por dia?” e relatou as consequências disso, como a deterioração de alimentos e as dificuldades para cuidar de crianças em um ambiente quente e sem conforto.
Fidel Castro, que faleceu em 25 de novembro de 2016, deixou um legado controverso em Cuba, onde a ditadura comunista permanece firme. O culto à sua personalidade é um dos pilares do regime que ele estabeleceu em 1959, quando assumiu o poder aos 32 anos. Após quase 50 anos de governo, foi sucedido por seu irmão Raúl Castro em 2008, que permaneceu no comando até 2018.
Os irmãos Castro, oriundos de uma família de fazendeiros abastados, tiveram contato com ideias marxistas durante a juventude. Em 1955, conheceram Ernesto “Che” Guevara, com quem formaram um grupo guerrilheiro que se tornou central na revolução que tomou o país. A imagem de Guevara, assim como a de Fidel, se transformou em um ícone da propaganda estatal, perpetuando a narrativa do regime.
Com 67 anos de governo, Cuba enfrenta uma economia debilitada, que deverá encolher 6,5% em 2023, conforme dados da Organização das Nações Unidas. Além das frequentes interrupções de energia, o país depende da importação de produtos eletrônicos, industriais e alimentícios, e as condições das infraestruturas em Havana são frequentemente descritas como precárias, evidenciando os desafios enfrentados pela população.

