Paulo Atzingen, editor do Diário do Turismo, lança seu 6º livro: ‘O Repórter Viajante: As Grandes Reportagens de Paulo Von Atzingen’

O livro “O Repórter Viajante”, de Paulo Von Atzingen, reúne 31 grandes reportagens que unem jornalismo e.
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Em 31 narrativas que confluem jornalismo e literatura, escritor inspira uma viagem profunda e reveladora à alma de todo destino: as pessoas

Por Zaqueu Rodrigues*

Toda viagem contém duas viagens realizadas simultaneamente: uma ao encontro do mundo, outra ao encontro de si mesmo. A liberdade do deslocamento tem uma rara força capaz não apenas de nos revelar a nós mesmos, mas também de nos libertar de quem pensamos ser. A viagem – preciosa fonte de inspiração para os artistas – é uma oportunidade de renascimento, como ensinou Mário Quintana ao dizer que “Viajar é trocar a roupa da alma”.

A liberdade também é fundamento da criação literária de Paulo Von Atzingen, escritor que encontrou no jornalismo de viagem o chão para ir mais longe e a pedra bruta para lapidar a sua arte da escrita. “Conhecer novos lugares, fatos e pessoas é a pepita de ouro do meu trabalho”, revela o autor em sua viagem pelo Rio Grande do Norte, destino que integra a sua recém-lançada obra O Repórter Viajante: As Grandes Reportagens de Paulo Von Atzingen (Editora Patriani, 256 pgs).

O livro reúne 31 viagens nacionais e internacionais que conectam passado, presente e futuro em narrativas nutridas pela confluência do jornalismo e da literatura, combinando documento e poesia, abrindo caminho pelas histórias e culturas movendo-se ao encontro da alma e razão de ser de cada destino: as pessoas. Do encontro com toda gente reluz a força e o encanto do O Repórter Viajante.

“Desde moleque eu andava pelas estradas da América do Sul pegando carona, levando comigo uma agenda na qual escrevia os meus relatos de jovem turista mochileiro. Essa busca pela liberdade e a escrita de viagem continuam comigo. Este novo livro é um manifesto de ser livre. Se viajar é uma busca pela liberdade, escrever é a liberdade propriamente dita”, sublinha Atzingen.

Em cada viagem contida em O Repórter Viajante: As Grandes Reportagens de Paulo Von Atzingen, seja por lugares novos ou revisitados, o autor extrai poesia de pedras brutas, ressignificando e aprofundando cada experiência. Dos detalhes que hipnotizam os cronistas à imensidão social que alimenta o historiador, Atzingen vai ao encontro da essência e grandeza de cada povo, descrevendo suas singularidades, belezas, histórias e lutas.

O livro abre os olhos para além dos horizontes cotidianos de uma viagem. Ao mirar as pessoas, destinos consagrados como Porto de Galinhas (PE), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Paraíba (PB), Porto Alegre (RS), Foz do Iguaçu (PR), Paris (França), Porto (Portugal), Ouro Preto (MG), Salvador (BA), Salta (Argentina), entre outros, são apresentados por perspectivas novas e poderosas, revelando a realidade de cada lugar e a imensa hospitalidade e humanidade que pulsavam em seus moradores.

Com olhos de poeta e mãos de jornalista, Paulo Atzingen mostra que são as pessoas que fazem os destinos. São guias que dão aula de história como Borges Júnior (PE), mestres artesãos como Libério e Vicente (MG), artistas e educadores generosos como Caius Marcellus e sua mãe Socorro Evangelista (RN), anfitriões imensos como a família de João Leite e Marli Terezinha Leite (RS), pessoas que fazem da paz o remédio coletivo, como o pajé do povo Gavião Parkatejê, Nãkoti Gavião (PA), as existencialistas que a todos iluminam, como Mônica Atzingen…


Nas corredeiras das páginas de O Repórter Viajante: As Grande Reportagens de Paulo Von Atzingen, os leitores navegam lado a lado com escritores que se tornaram símbolos de suas regiões, como Cora Coralina, em Goiás; Mário Quintana, em Rio Grande do Sul; Ariano Suassuna, em Paraíba; Castro Alves, na Bahia; entre outros artistas de diferentes linguagens que rompem as fronteiras e o tempo para estar sempre presentes na vida de sua gente.

Fundador e editor do jornal Diário do Turismo, Paulo Atzingen contou e conta com raras sensibilidade e humanidade as transformações econômicas, sociais e culturais promovidas pelo turismo, sejam elas positivas ou negativas, refletindo e direcionando a construção de um mercado sustentável e fonte de justiça social. Esse olhar criterioso também fundamenta sua nova obra, valorizando os profissionais como Guia de Turismo e apontando a dimensão pedagógica dessa arte ancestral.

Se em suas últimas obras – a coletânea de contos, crônicas e poemas Em Busca da Realidade Mágica e Pontes, Céus e Miragens – o autor trabalhou a realidade em elevada altura abstrata e literária, a sua força criadora, agora, parte do abstrato para emanar a sua força narrativa no chão da realidade. Se antes o jornalista serviu à literatura, desta vez é a literatura quem serve ao jornalismo. E o faz sem maquiar ou amenizar a força natural cristalizada no cotidiano, com suas injustiças, lutas, resistências, cobiças…

Para Atzingen, os encontros são pontes para viagens profundas movidas pela liberdade e a busca pela diversidade que tudo unifica e potencializa. Ao caminhar pelas terras missioneiras no Rio Grande do Sul, escreveu: “Escrever sobre uma paisagem interna soa bonito e só a poucos é dado captar. Mas escrever sobre o que está fora, o que nos envolve e nos abraça, é uma forma de dizer obrigado. Escrever sobre pessoas é isso tudo elevado ao quadrado. É um manifesto de gratidão”.

O livro, que será lançado em feiras de turismo e hotelaria no segundo semestre deste ano, não só teve o apoio mas a participação de empresas e instituições como a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), a Luck Receptivo, a Operadora Schultz, a Operadora Bancorbrás, a Vital Card Seguros, o Porto de Galinhas CVB e o Rio Othon Palace.

Crédito foto: divulgação

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