Em uma sabatina realizada na Jovem Pan, Douglas Ruas, candidato pelo PL, negou irregularidades associadas a contratos durante sua gestão na Secretaria das Cidades. O candidato aproveitou a oportunidade para se distanciar de Cláudio Castro, atual governador do Rio de Janeiro, enfatizando que sua trajetória política deve ser avaliada de forma independente. Ruas também ressaltou os investimentos em infraestrutura que foram realizados durante seu tempo à frente da secretaria e reafirmou sua posição em favor de eleições diretas no estado.
Durante a sabatina, Ruas foi questionado sobre uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado (CGE) que havia sido encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR). A auditoria denunciava que um contrato da Secretaria das Cidades, no valor de 99,7 milhões, recebeu um aditivo de 45%, elevando seu custo total para 145 milhões. O candidato rejeitou essa afirmação, alegando que a auditoria não buscou esclarecimentos com sua equipe e classificou a informação sobre os “17 dias” como infundada, já que o contrato foi assinado em 2024.
Ele explicou que o contrato em questão era, na verdade, de mais de R$ 800 milhões e que beneficiou todo o Estado do Rio de Janeiro, já tendo sido auditado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que verificou a legalidade do processo. Ruas se mostrou tranquilo em relação a essas auditorias, defendendo sempre os instrumentos de controle. "Não tenho qualquer preocupação e sempre defendo os instrumentos de controle", afirmou.
Outro ponto abordado durante a sabatina foi a saída de Ruas da secretaria em meio às investigações da Polícia Federal, que têm como foco Cláudio Castro. Ao ser indagado sobre o momento em que decidiu se afastar, Ruas evitou críticas diretas ao ex-aliado, optando por destacar sua própria trajetória como servidor público concursado da Polícia Civil desde 2013 e deputado estadual eleito em 2022. Ele justificou sua presença na secretaria como uma “missão” para levar investimentos a municípios menores.
Ruas destacou que sua candidatura atual é uma oportunidade para construir sua própria imagem política. "Saí com a convicção de que cumpri a missão com êxito. Agora sou candidato a governador, tenho minhas próprias ideias, minha trajetória e identidade própria. A população tem que se ater às pessoas que estão participando do pleito", disse.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma eleição indireta no Rio de Janeiro para um “mandato tampão”, uma situação que tem gerado especulações no cenário político, Douglas Ruas se posicionou contra a ideia de escolha indireta pela Assembleia Legislativa, defendendo o voto popular. Ele reiterou que, desde o início da crise jurídica e institucional, sempre se manifestou a favor das eleições diretas, considerando que o exercício pleno da democracia ocorre quando o cidadão vai às urnas. O pleito popular está agendado para o dia 4 de outubro, e Ruas acredita que o vencedor deve ter a legitimidade para assumir o governo do Estado.

