Câmara nega pedido de proteção policial a deputado durante campanha

O presidente da Câmara, Hugo Motta, rejeitou solicitação de segurança parlamentar feita por Alfredo Gaspar, que alegou.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta, negou, nesta terça-feira (19), o pedido de segurança parlamentar solicitado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas. Gaspar, que é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, argumentou que necessitava de acompanhamento da Polícia Legislativa durante a campanha eleitoral.

Na justificativa apresentada, Gaspar afirmou que a proteção era essencial para prevenir possíveis incidentes que pudessem afetar a normalidade do processo eleitoral. Entretanto, Motta informou que a justificativa não estava de acordo com os critérios estabelecidos pela Casa Legislativa para a concessão de proteção aos parlamentares.

De acordo com a nota oficial da Câmara, a segurança pessoal de deputados é autorizada apenas em casos de risco relacionado ao exercício do mandato, conforme um ato da Mesa Diretora publicado em 2025. A assessoria da Casa afirmou que a candidatura ao cargo de vice-presidente não se enquadra nas normas definidas para a proteção parlamentar.

Após a recusa de seu pedido, Alfredo Gaspar se manifestou de forma irônica, afirmando que não pretendia recorrer da decisão. Ele expressou confiança na avaliação de Hugo Motta, de que não corria nenhum risco ao longo de sua campanha. Gaspar ainda destacou que o seu pedido de proteção visava sentir-se amparado pela Casa Legislativa em um momento de maior exposição pública.

A negativa do pedido de proteção levanta questões sobre a segurança de candidatos em períodos eleitorais, especialmente em um contexto político cada vez mais polarizado. A decisão de Motta reflete a interpretação das normas internas da Câmara sobre a proteção de seus membros, enfatizando que a segurança deve ser vinculada a riscos concretos relacionados ao exercício do mandato.

Com a campanha eleitoral em andamento, a situação de segurança dos candidatos permanece em debate, e a negativa de proteção a Gaspar pode gerar repercussões nas discussões sobre a segurança de parlamentares em atividade.

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