A insatisfação com a administração do Corinthians se intensifica entre os torcedores, especialmente devido às gestões que têm sido consideradas ruins. Nomes como Osmar Stabile, Augusto Melo e Duílio Monteiro Alves estão associados a essa crise de confiança, levando a Fiel torcida a questionar a eficácia do modelo atual de gestão no Parque São Jorge.
Em meio a essa descrença, as organizadas do clube, que representam uma parte significativa da torcida, começaram a se manifestar em favor de uma Intervenção Judicial. Além desse pleito, questões mais antigas, como a reivindicação do direito ao voto para todos os torcedores, voltaram à tona, já que atualmente apenas os sócios têm o poder de eleger a diretoria do clube.
Após uma série de protestos que ocorreram na sede do Ministério Público, na praça da Sé e na Neo Química Arena, grupos como Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra organizaram um novo ato, agendado para a manhã do dia 22, no Parque São Jorge.
Entretanto, nem todos os torcedores estão alinhados com a ideia de Intervenção Judicial. O Coletivo Democracia Corinthiana se posicionou contra essa proposta, argumentando que a democracia deve ser priorizada. Em um comunicado, um dos representantes do coletivo expressou preocupação com a lógica de mudança radical e criticou a ideia de que qualquer alteração seria benéfica.
A crítica se estende a situações passadas em que torcedores apoiaram mudanças com base na ideia de que nada poderia ser pior do que a gestão anterior. Esse sentimento é refletido por muitos que apoiaram Augusto Melo, mas que agora se mostram arrependidos da escolha. A analogia com situações políticas mais amplas foi utilizada para enfatizar os riscos de se apoiar soluções extremas sem uma análise crítica.
Além disso, a discussão sobre a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também está em pauta. Embora alguns clubes, como Flamengo e Palmeiras, estejam se destacando sem esse modelo, isso não impede que torcedores considerem a possibilidade para o Corinthians. No entanto, a opinião não é unânime, e há quem defenda que a SAF não é a resposta para todos os problemas do clube.

