Potencial de petróleo na Foz do Amazonas pode garantir décadas de produção para Petrobras

A descoberta de indícios de petróleo na Foz do Amazonas abre perspectivas promissoras para a Petrobras, com.
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A descoberta de indícios de petróleo na Margem Equatorial, especificamente no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá, gerou otimismo no mercado e na companhia. Essa realização ocorreu dez meses após o início da campanha de perfuração no poço pioneiro de Morpho. Caso o potencial da bacia da Foz do Amazonas seja confirmado, espera-se que os reservatórios na área garantam pelo menos 40 anos de produção, conforme afirmado por Wagner Victer, gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras.

Wagner Victer expressou sua empolgação com a descoberta, comparando-a ao início da bacia de Campos, e destacou a importância desse momento histórico para a Petrobras e para a geração de novos profissionais no setor. "É um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor", afirmou.

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, ressaltou que o óleo encontrado será submetido a análises no Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) para avaliar sua qualidade e potencial. "Vamos aguardar as análises que serão feitas no Cenpes sobre o óleo", declarou Sylvia em uma entrevista à Broadcast na segunda-feira (17).

A Margem Equatorial é considerada estratégica para a Petrobras, uma vez que pode contribuir para a reposição das reservas de petróleo a partir da próxima década, quando se espera que a produção do pré-sal atinja seu pico e comece a declinar. O plano de negócios para o período de 2026 a 2030 prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial, incluindo a perfuração de 15 novos poços.

Os próximos passos da exploração dependem da análise do Ibama, que está avaliando o pedido da Petrobras para perfurar mais três poços. A liberação para a perfuração do poço Morpho levou mais de 12 anos, com os últimos três anos sendo marcados por pressão da atual gestão da empresa, que conseguiu a autorização em outubro de 2025. A BP, que possuía 70% do ativo até 2021, decidiu vender sua participação para a Petrobras após desistir de aguardar a liberação.

Victer enfatizou a necessidade de acelerar o licenciamento dos outros poços para que a empresa possa entender melhor o potencial da região. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já aprovou a indicação de 86 blocos da Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC). Entretanto, a efetivação da oferta está condicionada à conclusão da análise ambiental e à emissão da Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e do Clima (MMA).

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