A relação entre Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, está sob investigação da Polícia Federal, que apura suspeitas de tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro. A articulação do grupo, que inclui Marco Aurélio, chefe de gabinete de Lula, está centrada na busca por acesso à Petrobras, agora sob a direção de Magda Chambriard, após a saída de Jean Paul Prates.
Em uma mensagem enviada a Marco Aurélio, Luchsinger expressou sua insatisfação com a falta de comunicação com a nova gestão da estatal. Na mensagem, ela sugere a elaboração de uma lista de prioridades, mencionando a necessidade de ação em relação a diversos assuntos, incluindo questões urgentes relacionadas a um interlocutor chamado Willian e o uso de canabidiol.
A resposta de Marco Aurélio indica que ele pretendia entrar em contato com Luchsinger para discutir uma conversa que teve com um tal de Berger, possivelmente relacionado aos interesses do grupo. A troca de mensagens revela um interesse claro do grupo em influenciar decisões na Petrobras, embora não se consiga identificar todos os envolvidos nas conversas.
Além das operações em nível federal, Lulinha e Roberta também estariam atuando no estado do Maranhão. Em uma mensagem, Luchsinger menciona um encontro com o governador Carlos Brandão, informando que a agenda estava confirmada para às 16h. O governador, no entanto, nega ter recebido qualquer tipo de intermediação por parte do grupo.
Um mês após o encontro, Lula visitou São Luís e anunciou um pacote de R$ 59 bilhões em investimentos para o Maranhão, incluindo a renovação da concessão do Porto do Itaqui e melhorias na infraestrutura local, como a construção de um novo terminal e um corredor de transporte na Avenida Litorânea.
A investigação também aponta que o governo do Maranhão e o Ministério do Desenvolvimento Social firmaram contratos com a empresa 3Structure, de Cleber Ribas, amigo de Lulinha, totalizando R$ 5,8 milhões. Luchsinger, por sua vez, teria recebido R$ 2,5 milhões pela intermediação de negócios entre março de 2024 e dezembro de 2025, além de R$ 4,4 milhões de outra empresa contratada para gerir o Hospital dos Servidores Públicos.