O presidente Lula, do PT, se manifestou sobre as investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete. Durante uma entrevista concedida à Record, no dia 23, ele mencionou a existência de "muitas ilações" a partir dos vazamentos relacionados ao caso.
Lula, que não participou do debate presidencial da Band transmitido na mesma noite, enfatizou a sua experiência com vazamentos, afirmando que é vítima desse tipo de situação desde 1989. Ele ressaltou a necessidade de manter a calma diante das circunstâncias e pediu cautela em relação às informações divulgadas. "Vocês são inocentes? Então provem", disse, referindo-se à responsabilidade de todos em demonstrar sua inocência, incluindo seu filho.
O presidente também declarou que todos devem agir de maneira correta e que qualquer um que cometa erros deve ser submetido a investigações. "Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro", afirmou. Lula reafirmou seu compromisso com a justiça, garantindo que não tentará impedir investigações e que não fará ameaças a ministros ou delegados.
"Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados. Mas, se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar", completou o presidente.
Atualmente, Lulinha está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) em três inquéritos relacionados a tráfico de influência, sendo que um deles também envolve Marco Aurélio. A Polícia Federal (PF) investiga a conexão entre a lobista Roberta Luchsinger, o ex-chefe de gabinete e Lulinha, em tentativas de obter contratos e acesso ao governo petista.

