Nesta segunda-feira, 24, os Estados Unidos devem anunciar novas sanções econômicas contra o Irã, em um contexto de intensificação das tensões entre as nações. O presidente Donald Trump, na última semana, elevou o tom das declarações, prometendo medidas severas e um "Dia D econômico" com o intuito de pressionar Teerã.
Por sua vez, a liderança iraniana demonstra divisões internas sobre a condução da guerra. O presidente Masoud Pezeshkian declarou no domingo, 23, que o Irã "não pode continuar em guerra para sempre", indicando a existência de opiniões divergentes dentro do governo.
As ameaças econômicas dos Estados Unidos já estão impactando o mercado de combustíveis, que permanece elevado no país. Um representante do Federal Reserve mencionou que a meta de inflação dos EUA pode não ser alcançada enquanto perdurar o conflito, evidenciando como as tensões internacionais afetam a economia norte-americana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deve apresentar detalhes sobre as novas sanções em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 24. Na quinta-feira, 20, Bessent anunciou que os Estados Unidos irão implementar “as sanções mais duras da história” contra o Irã, com a expectativa de que essas medidas possam reduzir a necessidade de operações militares mais abrangentes.
Em resposta, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, comprometeu-se a "neutralizar a guerra econômica" imposta pelos Estados Unidos e sugeriu a interrupção do fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz. Rezaei também fez alertas a países vizinhos sobre possíveis retaliações caso decidam colaborar com os norte-americanos.
O Irã tem permitido a passagem de alguns petroleiros iraquianos pelo Estreito de Ormuz, embora o movimento na região ainda seja limitado. Nos últimos 24 horas, ao menos seis embarcações, incluindo três petroleiros e dois navios de carga, cruzaram a área em direção ao Golfo de Omã, conforme dados da MarineTraffic.

