Lulinha expressa preocupação com gastos em viagem à Europa ao lado de sócia

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, demonstrou apreensão em relação aos custos de uma viagem.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Em conversas mantidas em 18 de janeiro de 2024, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expressou sua preocupação com os altos custos de uma viagem à Europa que planejava realizar com Roberta Luchsinger, sua sócia. O diálogo foi recuperado pela Polícia Federal (PF) e faz parte de uma investigação que apura a atuação de Lulinha e Roberta junto a órgãos do governo federal, com suspeitas de tráfico de influência e corrupção.

Durante a conversa, Roberta mencionou que as despesas da viagem poderiam chegar a cerca de R$ 100 mil. Lulinha, no entanto, demonstrou resistência em relação ao valor e sugeriu que adiassem o passeio, afirmando que estavam "se arriscando". Ele ressaltou a conveniência de esperar alguns meses para realizar a viagem sem preocupações.

Em um trecho da conversa, Lulinha declarou: "Roberta, a gente tá se arriscando… Não precisa… É só esperar uns poucos meses e poderemos fazer isso sem medo de nada". Ele ainda acrescentou que não possuía recursos nem justificativa para os gastos, o que levantou a atenção dos investigadores sobre a origem dos fundos para a viagem.

O relatório da PF indica que a viagem discutida incluía a Suíça, onde Roberta teria interesse em abrir contas bancárias. Além disso, Liechtenstein também foi mencionado como um possível destino. O contexto da conversa ocorre em um momento em que estavam em andamento tratativas relacionadas a um projeto de compra de insumos à base de canabidiol pelo governo federal, de interesse do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

A preocupação de Lulinha em justificar os custos da viagem é um elemento que chamou a atenção da PF, que investiga a relação dele e de Roberta com empresários. As mensagens são consideradas parte dos elementos que sustentam as investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo órgãos como o Ministério da Saúde e a Dataprev.

Além disso, a PF está analisando a participação de Fernando Bittar, um antigo parceiro de negócios de Lulinha, na investigação. Relatórios indicam que Roberta e Lulinha buscavam abrir espaço na administração pública para atender interesses empresariais, caracterizando uma estrutura informal de interlocução com agentes públicos.

PUBLICIDADE

Relacionadas: