Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula e Dario Durigan por uso de estrutura pública

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro protocolou uma representação no TSE, acusando Dario Durigan de atuar como.
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A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, protocolou no dia 24 uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, do PT, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O documento alega que Durigan estaria utilizando a estrutura do governo federal em atividades de caráter eleitoral.

A coordenadora jurídica da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, antecipou a ação durante o programa ALive, na sexta-feira, 25. A representação destaca que o ministro tem se comportado como um "porta-voz econômico" da reeleição de Lula, aproveitando a estrutura administrativa e logística do Ministério da Fazenda para promover sua candidatura.

Entre os fundamentos da denúncia, a campanha cita os artigos 73, incisos I, II e III, da Lei das Eleições, que proíbem o uso de bens, materiais e serviços públicos em favor de candidaturas durante o período eleitoral. A campanha aponta que compromissos de natureza eleitoral foram inseridos na agenda oficial de Durigan, mesclando atividades públicas com eventos relacionados ao pleito.

A representação menciona episódios como a 27ª Conferência Anual do Santander e reuniões com banqueiros, que teriam sido utilizados para fins eleitorais. Além disso, uma entrevista concedida por Durigan à CBN no dia 20 de agosto é considerada como parte da série de entrevistas com representantes econômicos das candidaturas à Presidência, embora tenha sido registrada como atividade funcional.

Flávio Bolsonaro solicita ao TSE que o Ministério da Fazenda, a Casa Civil e a Presidência apresentem documentos referentes às atividades de Dario Durigan desde 20 de julho de 2026. Entre os documentos requeridos estão registros eletrônicos de viagens, diárias, alterações na agenda oficial, lista de servidores envolvidos e comprovantes de despesas.

Por fim, a campanha pede ao TSE uma tutela inibitória que impeça o uso de recursos e servidores públicos para apoiar a atuação de Durigan como suposto porta-voz da campanha de Lula.

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