De acordo com informações do próprio TJAL, em março deste ano, o desembargador teve um rendimento líquido de R$ 126.535,87. No intervalo entre janeiro e julho, o total recebido por Albuquerque somou R$ 546.423,19. Esses dados levantam questionamentos sobre a relação entre a exposição de sua situação financeira e a realidade dos salários no Judiciário.
Albuquerque tomou posse como desembargador do TJAL em abril de 2024, ocupando o lugar deixado por José Carlos Malta Marques, que se aposentou no início do mesmo ano. Antes de assumir o cargo, ele atuava como Procurador-Geral de Justiça, cargo para o qual foi nomeado em abril de 2020 pelo ex-governador de Alagoas e atual senador, Renan Filho, do MDB-AL.
Formado em direito em 1982, Márcio Roberto Tenório ingressou no Ministério Público em 1987, atuando em diversas funções, como promotor, procurador e subprocurador. Além disso, ele exerceu a função de corregedor de Justiça em 2013. Sua trajetória profissional na área jurídica é marcada por uma longa experiência em diferentes instâncias do sistema judiciário, o que o credencia a discutir questões referentes à remuneração dos juízes.
A divulgação de seu saldo bancário, no entanto, provocou uma onda de críticas e questionamentos sobre a transparência e a ética no serviço público, especialmente em um momento em que a sociedade debate a remuneração dos servidores públicos e a eficiência do sistema judiciário brasileiro.

