Regina Casé estreia uso da Lei Rouanet em espetáculo no CCBB Brasília

A atriz Regina Casé apresenta o espetáculo 'Viva! Vida!' no CCBB Brasília, marcando seu primeiro projeto com.
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Regina Casé anunciou que seu espetáculo 'Viva! Vida!', que será apresentado no CCBB Brasília nos dias 26 e 27 de agosto, representa sua estreia no uso da Lei Rouanet. Apesar de ter dedicado aproximadamente 50 anos de sua vida à arte, a atriz afirmou que nunca havia utilizado esse mecanismo de incentivo anteriormente.

Em entrevista, Regina expressou que, mesmo sem ter recorrido à Lei Rouanet até agora, frequentemente se viu alvo de críticas relacionadas ao tema. "Eu sou atacada há anos [com pessoas] me dizendo: ‘Ah, também, com a Lei Rouanet’. Eu nunca usei Rouanet", esclareceu a artista.

A atriz ressaltou a relevância do incentivo para expandir o acesso à cultura. As apresentações de 'Viva! Vida!' Em Brasília são gratuitas, com capacidade para mil espectadores por sessão. "Poxa, fazendo hoje para mil pessoas, amanhã para mil pessoas, depois de amanhã para mil pessoas de graça, é uma maravilha", declarou Regina.

O espetáculo foi criado a partir de diálogos entre Regina e seu marido, Estêvão Ciavatta, além de pesquisadores que discutem questões climáticas e de sustentabilidade. A montagem aborda a relação dos seres humanos com o planeta, integrando conhecimentos científicos e saberes de diferentes culturas, e incorporando tecnologia, inteligência artificial e hiperconectividade.

Regina Casé afirmou que a proposta é descobrir, junto ao público, aspectos que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano. A artista defende que a tecnologia, ao contrário de ser uma adversária, deve ser vista de outra forma. Ela questiona a percepção de superioridade humana em relação à natureza, afirmando: "Os cientistas fazem coisas geniais, mas a gente não pode achar que nós somos muito mais incríveis que uma onça, que a onça não tem celular".

Ao refletir sobre sua trajetória, Regina comentou que suas transições entre televisão, cinema e teatro não foram planejadas, mas surgiram da necessidade de dar visibilidade a personagens e manifestações culturais que, segundo ela, estavam fora do foco da mídia. "O que sempre me move para fazer alguma coisa é aquela sensação de que aquilo precisa ser dito, aquilo precisa ser mostrado", explicou.

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