Uma pesquisa realizada pela PoderData/Aya entre os dias 23 e 26 de agosto indica que um eventual escândalo de corrupção tem potencial para impactar a escolha da maioria dos eleitores brasileiros nas eleições de 2026. De acordo com o levantamento, 74% dos participantes afirmam que mudariam de candidato à Presidência caso o nome escolhido estivesse associado a um caso de corrupção durante a campanha.
Dentre os que declararam que mudariam seu voto, 66% condicionam essa mudança à existência de provas concretas contra o candidato. Outros 8% afirmam que abandonariam a preferência mesmo diante apenas de suspeitas. Por outro lado, 20% dos entrevistados afirmam que manteriam seu voto independentemente de um escândalo de corrupção, enquanto 6% não souberam responder à questão.
A pesquisa questionou os entrevistados sobre a possibilidade de mudança de voto caso seu candidato à Presidência fosse vinculado a um caso de corrupção. Os resultados também mostram a resistência dos eleitores em relação aos principais nomes da corrida presidencial. Entre os que manifestaram apoio ao presidente Lula (PT), 25% indicam que não mudariam de posição, mesmo que o petista fosse citado em um escândalo. Entre os eleitores que optam pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), o percentual é de 20%.
Esses números apontam para diferentes níveis de consolidação das intenções de voto entre os apoiadores dos candidatos. Vale ressaltar que a pesquisa mede apenas a disposição dos entrevistados diante de uma situação hipotética, sem considerar outras variáveis que possam influenciar a decisão final.
O levantamento também revela que o comportamento do eleitor é influenciado pela região do país. No Nordeste, 23% dos entrevistados afirmam que não mudariam de candidato, o maior percentual entre as regiões analisadas. Em contraste, No Norte, essa taxa é apenas de 14%, a menor registrada na pesquisa.
A renda dos eleitores também se mostra um fator determinante. Aqueles que recebem até dois salários mínimos apresentam 22% de probabilidade de manter o voto, independentemente de um caso de corrupção. Já entre os eleitores que ganham entre dois e cinco salários mínimos, esse percentual cai para 15%.