Aliados do PSD analisam a campanha do candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, e consideram que ele ainda apresenta um desempenho aquém do esperado. As críticas apontam que a abordagem do ex-governador de Goiás está excessivamente centrada em sua trajetória de gestão no estado, o que pode estar distanciando potenciais eleitores. No primeiro programa de governo, Caiado enfatizou suas experiências como deputado federal e senador, além de tentar criticar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando declarações do petista sobre criminalidade e invasão de terras, que datam de 1989.
Nos bastidores, apoiadores recomendam que o candidato modifique sua estratégia, relegando a experiência em Goiás a um segundo plano e apresentando de forma mais clara seu projeto para o país. Um dos aliados fez uma analogia comparando a situação de Caiado a de um time de futebol que, após subir para a primeira divisão, se preocupa apenas em não ser rebaixado, sem almejar o título.
A cúpula do PSD discute a possibilidade de um discurso mais voltado para as propostas do plano de governo, com ênfase em setores sensíveis ao eleitorado, como Saúde e Segurança Pública. A ideia é que o foco esteja menos em números e mais nas diretrizes das propostas. A avaliação interna é de que um programa robusto poderia atrair eleitores indecisos e até conquistar votos de Flávio Bolsonaro, que concorre pelo PL no Rio de Janeiro.
A campanha de Caiado acredita que um discurso centrado em propostas poderá diferenciá-lo de outros candidatos e reduzir a dependência da imagem construída ao longo de seus mandatos em Goiás.
Um fator que poderia beneficiar a candidatura é a possível desistência de Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais. Informações indicam que houve discussões entre integrantes do PSD e do Novo sobre a possibilidade de Zema abandonar a corrida presidencial para apoiar Caiado e concorrer ao Senado por Minas Gerais. A expectativa é que o apoio do governador mineiro poderia fortalecer a candidatura de Caiado, embora aliados de Zema tenham negado a possibilidade de desistência, afirmando que a chance de ele abandonar a disputa é “zero”.