A primeira eleição após as condenações de militares envolvidos no golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 registrou uma queda de 36,4% nas candidaturas de membros das Forças Armadas para as Eleições 2026, comparado ao pleito de 2022. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que ao menos 1.224 candidatos têm ou tiveram vínculos com o Exército Brasileiro ou com forças de segurança, como as polícias civil e militar. Em 2022, esse número era de 1.294.
Os militares representam agora 5,9% do total de candidatos, uma diminuição em relação aos 6,6% registrados nas eleições anteriores. Os principais partidos que apresentam candidatos militares incluem o PL, com 195, seguido pelos Republicanos, com 121, Podemos, com 98, e Novo, com 88.
As eleições de 2022 foram marcadas pelo maior número de candidaturas de militares e policiais do país, coincidindo com a presidência de Jair Bolsonaro, então capitão do Exército, que atualmente cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe após perder para Lula do PT. A queda no número de candidatos militares é mais acentuada do que a redução geral nas candidaturas, que foi de 29,1%, a maior em trinta anos.
Apesar da diminuição, o total de 1.224 candidatos militares ainda supera os números registrados antes da ascensão bolsonarista. Em 2014, havia 1.190 candidatos militares, representando cerca de 4,5% do total de postulantes.
Os policiais militares continuam a ser a maior categoria entre os candidatos, com 577 se declarando PMs, o que equivale a 47,1% do total, um aumento em relação aos 48% de doze anos atrás. Para os candidatos das Forças Armadas, o número variou bastante desde 2014, quando eram apenas 58. Com a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência, esse número subiu para 91, mas caiu novamente para 63 em 2022, chegando agora a 81.
Os candidatos policiais civis somam 116 nesta eleição, contribuindo para o quadro atual das candidaturas nas eleições de 2026.