Avalanche no Nepal e Tibete deixa 919 mortos e milhares de desaparecidos

A avalanche que atingiu o Nepal e a China resultou em 919 mortes e 4.700 desaparecidos. Autoridades.
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A devastação provocada pela avalanche que atingiu o Nepal e a China na última quarta-feira (26) continua a ser horrenda, com o número de mortos chegando a 919 e 4.700 pessoas ainda desaparecidas, conforme os últimos relatos. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que o país lida com um desastre natural de magnitude indescritível e se comprometeu a proteger a população.

Os esforços de resgate prosseguem, mesmo diante de condições adversas e com a ameaça de novas inundações. Equipes de socorristas, em situações perigosas, estão cavando através de uma vasta quantidade de lama que sepultou áreas remotas e de difícil acesso no Himalaia, na busca por sobreviventes.

O policial E. Hawadi, chefe adjunto do distrito de Nuwakot, destacou os desafios enfrentados pelas equipes de resgate. Ele informou que as estradas foram devastadas pela avalanche, dificultando o acesso aos locais mais afetados. A destruição não se limita às vidas perdidas; cerca de 2.500 edifícios foram arrasados no vale do rio Trishuli, conforme revelado por análises de satélite realizadas pelo observatório europeu Copernicus.

Em meio a essas dificuldades, a polícia nepalesa relatou um resgate milagroso na sexta-feira: uma menina de 6 anos foi encontrada viva sob os escombros, com apenas a cabeça visível. O coordenador das operações, Bahadur Karki, garantiu que a criança está fora de perigo. No entanto, mais de 100 trabalhadores que se acredita estarem presos em um túnel na região ainda não foram contatados pelas autoridades.

As operações de resgate contam com a colaboração de militares, policiais e guias locais, além de especialistas que chegaram da Índia, China e Coreia do Sul para auxiliar nas buscas. Shibu Giri, um funcionário da usina hidrelétrica Upper Trishuli, que sobreviveu à tragédia, descreveu sua experiência aterradora como semelhante a um tsunami.

As unidades de saúde enfrentam um grande desafio, já que as pessoas que perderam entes queridos tentam identificar os corpos em um necrotério da capital, Katmandu. Devido à quantidade elevada de vítimas, as autoridades começaram a enterrar os corpos sem a identificação completa, por razões de saúde pública. Provisoriamente, os sepultamentos são realizados após a coleta de amostras de DNA, permitindo que as famílias realizem posteriormente a cremação de acordo com a tradição hindu.

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