Brasil busca ampliar isenções de tarifas em nova rodada de negociações com os EUA

O governo brasileiro tenta incluir mais produtos na lista de isenções tarifárias dos EUA em reunião com.
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Nesta segunda-feira, 31, o governo federal brasileiro inicia uma nova fase de negociações com os Estados Unidos, visando a inclusão de mais produtos nas isenções das tarifas impostas pelo país norte-americano. Diplomatas do Itamaraty reconhecem que é improvável que a Casa Branca cancele as sobretaxas que afetam o comércio brasileiro. A reunião virtual, que envolve ministros do Brasil e representantes de Washington, está agendada para o período da tarde.

A comitiva brasileira é liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, e pelo chanceler Mauro Vieira. Essa rodada de negociações foi estabelecida após uma conversa telefônica que durou 80 minutos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Os diplomatas brasileiros estão enfrentando desafios significativos, uma vez que os bloqueios que dificultaram o diálogo técnico nos meses anteriores ainda persistem.

As barreiras comerciais impostas pelos EUA são severas. A primeira taxa, fixada em 25%, foi justificadamente aplicada para lidar com práticas consideradas desleais em seis setores, incluindo o PIX e o etanol. Além disso, uma segunda tarifa de 12,5% foi implementada sob a alegação de deficiências na fiscalização de produtos relacionados ao trabalho forçado.

Em resposta a essas sanções, o Palácio do Planalto acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar os impactos econômicos resultantes dessas tarifas. Embora a diplomacia brasileira reconheça que uma vitória imediata na OMC pode ser inviável, a iniciativa serve para afirmar a posição do Brasil no cenário internacional.

O presidente dos EUA transferiu a responsabilidade das negociações para o Departamento de Estado e para o órgão de comércio do país, que até o momento mantiveram as restrições e não demonstraram intenção de flexibilizar as condições. A equipe do Itamaraty está atenta às propostas que virão da delegação norte-americana, que serão fundamentais para definir os limites do possível acordo comercial. A prioridade dos representantes brasileiros é garantir a continuidade das vendas em setores considerados essenciais.

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