O Tribunal de Contas da União (TCU) se prepara para uma mudança significativa com a saída do ministro Bruno Dantas, que formalizou sua renúncia nesta segunda-feira (31). Dantas, que chegou ao TCU em 2014 por meio de indicação do Senado, solicitou que sua exoneração ocorra a partir de 9 de setembro. Ele poderia permanecer na Corte até completar 75 anos, idade que marca a aposentadoria compulsória.
Com a saída de Dantas, o Senado terá a responsabilidade de escolher seu sucessor. O nome do senador Rodrigo Pacheco se destaca entre os principais candidatos para a vaga, e sua indicação deve ser articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Pacheco, que já foi cogitado para concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, optou por não se candidatar a nenhum cargo eletivo.
A escolha do novo ministro do TCU requer aprovação do Senado, incluindo uma votação pelos parlamentares. Interlocutores acreditam que as articulações para a indicação de Pacheco devem avançar durante o esforço concentrado do Congresso nesta semana.
Se Pacheco for indicado e aprovado, ele poderá assumir uma cadeira vitalícia no TCU, permanecendo no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos, a menos que decida deixar o posto antes. A posse do novo ministro é discutida para ocorrer após as eleições, com novembro sendo uma das datas consideradas para a entrada de Pacheco no Tribunal. No entanto, o calendário definitivo dependerá da tramitação da indicação no Senado.