O ministro Bruno Dantas apresentou nesta terça-feira (31) seu pedido de renúncia ao cargo no Tribunal de Contas da União (TCU). Em sua comunicação, Dantas afirmou que a decisão foi “amadurecida ao longo dos últimos meses” e enfatizou a importância da renovação nas lideranças das instituições. Ele destacou que a “rotatividade” é vista como uma “virtude”.
Em postagem nas redes sociais, o ministro confirmou sua saída e reiterou que encerra seu ciclo no TCU com a convicção de que a troca nos altos cargos fortalece as instituições. “Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União. Encerro este ciclo com a serenidade e a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir”, afirmou.
O pedido de renúncia foi protocolado em caráter “irretratável”, com a solicitação de que a vacância e a exoneração tenham efeito a partir de 9 de setembro. A saída de Dantas já era uma expectativa, pois ele havia informado a colegas sobre sua intenção de antecipar o fim de sua passagem pelo tribunal. Com a vacância, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) surge como o principal nome cotado para assumir o cargo.
Dantas ingressou no TCU em agosto de 2014 e ocupou a presidência da Corte entre 2023 e 2024. Com 48 anos, ele poderia permanecer no cargo até os 75 anos. Em seu pedido de renúncia, o ministro expressou gratidão aos colegas e aos membros do Ministério Público junto ao TCU, assim como ao corpo funcional da instituição.
Em vídeo divulgado, Dantas não revelou qual será seu próximo passo na carreira, mas mencionou que novos projetos o motivaram a tomar essa decisão. “Aos 48 anos, sigo intelectualmente inquieto. E encontrei nos projetos que quero abraçar agora o feixe de motivação de que precisava”, declarou.
A renúncia de Dantas permitirá que o Senado avance na escolha de seu sucessor. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, deverá notificar oficialmente a vacância ao Senado após a saída do ministro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já planejava votar a indicação de Pacheco durante o esforço concentrado desta semana, dependendo da formalização da vaga pelo TCU.