O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) chamou a atenção nas redes sociais após suas propostas serem discutidas durante uma sabatina no Jornal Nacional, ocorrida no último sábado (29). Entre as sugestões que geraram repercussão estão a utilização de inteligência artificial na administração pública, a implementação de drones no combate ao feminicídio e a presença de influenciadores digitais nas embaixadas do Brasil.
Uma das principais propostas de Cury sugere a substituição de parte dos servidores públicos por sistemas de inteligência artificial, com o objetivo de digitalizar a máquina pública e, assim, reduzir custos. O candidato argumentou que essa medida poderia resultar em economia significativa para o governo. "Se tivermos responsabilidade de gerir de maneira adequada e inteligente toda a máquina pública e não contratássemos mais colaboradores, entrássemos com inteligência artificial e digitalizássemos toda a máquina pública, nós certamente conseguiríamos economizar o suficiente", destacou Cury.
A ideia de utilizar inteligência artificial na administração pública foi um dos pontos mais comentados nas redes sociais. Um usuário, por exemplo, ironizou a proposta sugerindo que Cury deveria deixar que uma inteligência artificial escrevesse seus livros, considerando que qualquer texto gerado por IA seria superior ao que ele publica.
Outra proposta que gerou discussões foi a sugestão de incluir influenciadores digitais nas embaixadas brasileiras. Cury afirmou que seriam necessários pelo menos 10 influenciadores em países com até 50 milhões de habitantes e 20 ou mais em nações que ultrapassassem essa população. Durante a sabatina, a jornalista Renata Vasconcellos questionou a viabilidade dessa ideia, levantando pontos sobre a relevância de influenciadores no contexto diplomático.
Além disso, a proposta de usar drones para auxiliar as forças de segurança no combate ao feminicídio também gerou polêmica. Renata Vasconcellos indagou Cury sobre como essa tecnologia funcionaria, considerando a vastidão da estrutura policial no Brasil, que conta com mais de 5 mil cidades e 6 mil delegacias. Cury respondeu que os drones não são caros e estão disponíveis na internet.
Durante a discussão, a jornalista lembrou que 70% dos feminicídios ocorrem dentro de casa, questionando a eficácia de um drone nessas situações. Cury respondeu que o drone poderia sair da delegacia antes do policial e emitir um alerta sonoro. No entanto, ele também pediu que não se focasse apenas nesse detalhe, ressaltando que a proposta era mais ampla.