Empreender no Brasil: a alternativa de adquirir negócios já estabelecidos

Ao considerar abrir um novo negócio, muitos enfrentam a incerteza de começar do zero. Uma alternativa viável.
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Abrir um novo negócio pode parecer uma empreitada empolgante, mas a realidade de começar do zero traz desafios significativos. A ausência de clientes, produtos e receitas, somada à necessidade de validar o mercado, torna o processo complexo e muitas vezes demorado. De acordo com dados do IBGE, cerca de 20% das empresas No Brasil fecham as portas no primeiro ano e mais de 60% encerram suas atividades até o quinto ano.

Uma alternativa ao empreendedorismo tradicional é a aquisição de empresas já em funcionamento. Essa abordagem, conhecida como entrepreneurship through acquisition, é bastante comum Nos Estados Unidos e começa a ser reconhecida como uma oportunidade para empreendedores brasileiros. Ao invés de iniciar um negócio do zero, o empreendedor pode optar por comprar uma empresa que já possui clientes, gera receita e apresenta lucro.

Atualmente, o Brasil vive um cenário propício para essa estratégia. Muitas empresas fundadas após o Plano Real, que estabilizou a economia nos anos 90, estão completando mais de 30 anos de operação. Os fundadores dessas empresas, em sua maioria, estão se aproximando da aposentadoria e não possuem um sucessor natural na família ou na equipe. Essa situação resulta em uma oferta de negócios válidos e lucrativos disponíveis para aquisição.

O empreendedorismo por aquisição se destaca por oferecer a possibilidade de assumir operações já consolidadas, em contraste com o ambiente das startups, que ainda precisam validar seus produtos e mercados. Além disso, essa abordagem se diferencia do private equity tradicional, que foca em operações maiores e mais complexas. O empreendedorismo por aquisição busca preencher essa lacuna, oferecendo uma alternativa viável para quem deseja empreender sem os riscos associados ao início de um negócio do zero.

Nos Estados Unidos, o conceito de empreendedorismo por aquisição já é amplamente reconhecido, com fundos especializados e programas de MBA voltados para o tema. No Brasil, essa modalidade ainda está em fase inicial, mas possui um grande potencial. Com milhares de pequenas empresas lucrativas à espera de novos proprietários, essa pode ser uma opção atraente para quem busca empreender. Assim, a próxima empresa do empreendedor pode não precisar ser criada do zero, mas sim adquirida.

Georges Kalache Netto, sócio fundador da Westwood Capital, destaca a importância de considerar essa abordagem ao discutir opções de carreira. O empreendedorismo por aquisição merece um espaço maior nas conversas sobre o futuro profissional, ao lado de outras opções como buscar um emprego ou prestar concursos públicos.

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