Brasil critica tarifas dos EUA em nova rodada de negociações comerciais

Em reunião com representantes dos Estados Unidos, o Brasil reafirmou a injustiça das tarifas sobre produtos brasileiros,.
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Na tarde desta segunda-feira (31), representantes do Brasil participaram de um encontro virtual com Jamieson Greer, responsável pelo departamento de Comércio dos Estados Unidos. O objetivo foi retomar as discussões sobre as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros, que o governo brasileiro considera injustas.

Durante a reunião, os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, manifestaram a insatisfação do Brasil em relação às tarifas americanas, que são vistas como incompatíveis com as normas internacionais de comércio. Em uma nota conjunta, os ministérios enfatizaram que as alegações feitas pelos EUA, que incluem questões como trabalho forçado e desmatamento, não refletem a realidade das práticas brasileiras.

Os ministros ressaltaram que as justificativas apresentadas nas investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA não correspondem às efetivas práticas do Brasil, considerando o tratamento discriminatório aplicado ao país como injusto. Essa posição foi reiterada na comunicação oficial enviada à imprensa.

Apesar das tensões diplomáticas, Brasil e Estados Unidos concordaram em manter as negociações em aberto. Reuniões técnicas estão agendadas para as próximas semanas com a finalidade de reavaliar os impostos de importação sobre os produtos brasileiros. Um novo encontro ministerial também está previsto para discutir o andamento das tratativas.

Além disso, durante uma conversa anterior, os presidentes Lula e Donald Trump abordaram temas como o combate ao crime organizado e a importância das relações comerciais entre os dois países. Poucas horas após essa conversa, Trump anunciou uma medida que poderá impactar o comércio internacional de carne bovina, permitindo a importação de até 300 mil toneladas métricas de carne moída sem tarifas adicionais por um período de 90 dias.

O governo dos EUA espera que essa ampliação na oferta de carne ajude a reduzir os preços para os consumidores em até 25%. Trump atribuiu o aumento dos preços da carne bovina à diminuição do rebanho americano, que, segundo ele, é consequência da gestão do ex-presidente Joe Biden, do Partido Democrata. A expectativa é que a medida incentive os produtores rurais a aumentar a criação de gado novamente.

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