Islândia busca fortalecer parcerias de segurança após rejeição à adesão à UE

Após a rejeição da adesão à União Europeia, a Islândia busca novos acordos de segurança com países.
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A Islândia está em busca de novos parceiros internacionais para a segurança do país, após a rejeição de seus eleitores à retomada das negociações para adesão à União Europeia. A ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, anunciou nesta segunda-feira, 31, que o governo islandês pretende estabelecer novos acordos bilaterais e reforçar a cooperação com nações como Japão e Canadá.

Gunnarsdottir destacou que a situação geopolítica permanece desafiadora e que a Islândia precisa encontrar diferentes maneiras de aumentar sua segurança. Em uma reunião com o comitê de Relações Exteriores do Parlamento islandês, a ministra afirmou que, apesar da falta de perspectivas imediatas para a adesão à UE, o bloco continua a ser um parceiro relevante.

A ministra também mencionou a importância de aprofundar as relações com a Finlândia e a Noruega, países com os quais a Islândia já possui acordos de cooperação estabelecidos. A busca por novos aliados estratégicos surge em um momento de crescente preocupação com a segurança, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a compra da Groenlândia e dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Com uma população de aproximadamente 400 mil habitantes, a Islândia faz parte da Otan, embora não mantenha um Exército permanente. A defesa do país é sustentada pela aliança militar e por um acordo bilateral com os Estados Unidos, firmado em 1951.

Apesar de ter rejeitado a adesão à União Europeia, a Islândia continua integrada economicamente ao bloco por meio do Espaço Econômico Europeu (EEE), que garante acesso ao mercado único europeu desde 1994.

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