Vice de Flávio Bolsonaro minimiza escândalo e fala em superação do caso Dark Horse

Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, afirma que desconfianças sobre o financiamento do filme Dark.
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Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL), declarou que não espera novos escândalos que possam comprometer a campanha. Durante um evento promovido pelo BTG Pactual, realizado em São Paulo no dia 31, Gaspar se referiu ao caso do financiamento do filme Dark Horse, que envolve R$ 134 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e afirmou que o episódio já está superado.

O Vice de Flávio Bolsonaro reconheceu que a situação gerou desconfiança, mas ressaltou que, após a explicação fornecida por Flávio, a questão foi resolvida. “O episódio gerou desconfiança, mas com a explicação foi superada. O presidente Flávio não tem surpresas a aparecer”, afirmou Gaspar.

Essa avaliação de Gaspar reflete o posicionamento que Flávio Bolsonaro tem adotado nas últimas semanas. O presidenciável do PL tem tratado o financiamento de Dark Horse como uma “página virada”, ressaltando que toda a prestação de contas relacionada ao filme já foi apresentada.

Alfredo Gaspar também destacou a percepção de Flávio sobre a importância de evitar novos episódios que possam prejudicar a candidatura presidencial. “Eu não tinha uma aproximação tão grande com o presidente Flávio. Mas nesse último mês, andando com ele, conversando, trocando ideias, ele tem a consciência da necessidade do Brasil não ter surpresas”, completou.

O financiamento do filme Dark Horse, que é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou destaque em maio, quando surgiram gravações e mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Reportagens indicaram que Flávio teria solicitado recursos ao banqueiro para a produção do longa.

De acordo com apurações, aproximadamente R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões negociados foram efetivamente repassados. A conversa entre Flávio e Vorcaro teria ocorrido em novembro de 2025, e após a revelação, o senador negou qualquer negociação de vantagens indevidas, afirmando que os recursos eram de origem privada, embora a transação não tenha sido detalhada.

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