Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, solicitando uma "imediata e rigorosa apuração" dos "gravíssimos fatos" que foram divulgados recentemente.
Os ex-ministros afirmam que o STF enfrenta a "mais aguda crise de sua história" e pedem que Fachin convoque, com urgência, uma sessão pública. O objetivo é que o plenário decida sobre a apuração dos fatos, sempre respeitando o devido processo legal.
No documento, os signatários destacam que as revelações têm comprometido não apenas o prestígio e a autoridade do Supremo, mas também a confiança da população nas instituições. A situação, conforme afirmam, chega a ameaçar "a estabilidade das instituições democráticas".
Embora a carta não mencione diretamente Alexandre de Moraes, André Mendonça ou Daniel Vorcaro, a manifestação reflete a crise gerada pelas mensagens encontradas no celular do ex-controlador do Banco Master e as disputas entre os ministros do STF sobre como conduzir as investigações.
Assinam a carta Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Os ex-ministros expressaram também "plena confiança" na seriedade, discernimento e firmeza de Fachin para liderar o Supremo em meio a essa crise. O apelo dos aposentados se junta a outras cobranças de entidades que exigem a investigação dos fatos que vêm à tona nos últimos dias.