Projeção do IPCA é reduzida para 5%, mas inflação ainda ultrapassa meta

O mercado financeiro revisou a expectativa do IPCA para 5%, mantendo-se acima do teto da meta do.
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O mercado financeiro atualizou sua projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), reduzindo a expectativa de 5,01% para 5%. Essa informação foi divulgada no Boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). Apesar dessa leve diminuição, a inflação projetada para 2026 continua acima do teto da meta estabelecida pelo Governo Federal, que é de 3%, com uma margem de erro de 1,5%.

No mês de julho, o IPCA registrou uma deflação de – 0,4%, acumulando 4,24% nos últimos 12 meses, um valor que está dentro do limite da meta, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A divulgação da inflação referente ao mês de agosto está prevista para a próxima sexta-feira (11).

A redução na projeção do IPCA para este ano marca a segunda semana consecutiva de revisão, enquanto a expectativa para 2027 subiu ligeiramente, passando de 4,28% para 4,29%. Para 2028, a projeção permanece em 3,80%, e a de 2029 se estabilizou em 3,50%, mantendo-se inalterada por 53 semanas.

Além disso, o informe do BC mantém a previsão de que a taxa Selic, que é a taxa básica de juros, atinja 13,75% ao ano até o final de 2026. Para 2027, a expectativa é de 12%, enquanto para 2028 e 2029 as projeções são de 10,50% e 10%, respectivamente.

Em relação ao crescimento econômico, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi ajustada de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a previsão é de uma alta de 1,5%, e para os anos de 2028 e 2029, a expectativa é de expansão de 1,96% e 2%, respectivamente.

Por fim, a projeção para a cotação do dólar ao final deste ano permanece em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 é de R$ 5,30, valor que se mantém também para 2028.

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