Colômbia altera regras sobre porte de armas em resposta à violência

O Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou mudanças nas regras do porte de armas legalizadas,.
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O Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou, nesta terça-feira, 8, a flexibilização das normas referentes ao porte de armas legalizadas no país. A ação é uma resposta à crescente crise de segurança relacionada a grupos envolvidos com narcotráfico e outras organizações armadas.

Assumindo o cargo há um mês, Espriella chegou à Presidência com a promessa de enfrentar guerrilheiros e facções que dominam vastas áreas do território colombiano. Durante sua campanha, ele já havia manifestado a intenção de modificar as regras sobre a posse de armas.

Em uma publicação na rede social X, o presidente explicou que assinou um decreto que revoga uma exigência em vigor desde 2015, a qual impedia que cidadãos autorizados portassem armas legalizadas em locais públicos. "Não é justo que os bandidos estejam armados até os dentes e que as pessoas inocentes não possam se defender", afirmou Espriella em vídeo.

Embora tenha promovido a flexibilização, o presidente destacou que a medida não implica na liberação indiscriminada do porte de armas. Ele assegurou que as autoridades competentes continuarão a exercer controle sobre a situação e a exigir o cumprimento das normas.

Em sua mensagem, Espriella mencionou que, entre 1º de janeiro e 3 de setembro, a Força Pública confiscou 15,7 mil armas de fogo. Deste total, 14.179 estavam associadas a atividades criminosas. Além disso, 980 armas foram vinculadas a dissidências, 551 ao Clã do Golfo e 339 ao Exército de Libertação Nacional (ELN). O presidente também destacou que, entre as armas relacionadas às dissidências, estavam 380 fuzis e 65 morteiros de calibre 60 milímetros.

"Esse é o poder de fogo que o Estado tem que perseguir e destruir", escreveu Espriella, reforçando a necessidade de um controle rigoroso sobre armamentos.

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