Homem é preso após matar filha de 5 anos em Ramilândia, Paraná

André Cerdan, de 31 anos, confessou ter estrangulado a filha em ato que teria como objetivo atingir.
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Um crime chocante ocorreu em Ramilândia, no oeste do Paraná, nesta terça-feira (8), quando André Cerdan, de 31 anos, foi preso após confessar ter matado a filha de apenas 5 anos. O ato brutal, que envolveu o estrangulamento da criança, teria sido motivado por uma tentativa de atingir a ex-esposa do suspeito, com quem ele teve um término conturbado recentemente.

O crime aconteceu por volta das 10h, momento em que os avós da criança deixaram a residência para ir ao mercado. André, que estava agitado e sob o efeito de drogas, aproveitou a ausência dos familiares para cometer o ato. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o homem havia consumido cocaína e maconha durante a madrugada, o que pode ter contribuído para o seu estado emocional.

Conforme relatos, ao retornar, os avós encontraram a neta caída em um quarto e André em outro cômodo da casa. Inicialmente, o homem fez referências a questões religiosas, alegando que “foi o demônio” quem o levou a cometer o crime. A situação alarmou os vizinhos da Vila Unida, que tentaram invadir a casa para linchar o suspeito antes da chegada das autoridades.

Equipes de resgate foram chamadas, mas ao chegarem ao local, constataram que a criança já estava sem vida. A avó paterna trancou André em um quarto até a chegada da Polícia Militar do Paraná (PMPR). O suspeito foi levado para a delegacia de Matelândia, onde permaneceu por cerca de cinco horas, sendo posteriormente transferido para a Penitenciária de Medianeira às 18h30.

Durante seu depoimento, André admitiu que o crime foi uma forma de atingir a mãe da menina, que na manhã do ocorrido estava trabalhando. A PCPR classificou o caso como vicaricídio, uma vez que o crime foi cometido contra uma pessoa próxima à mulher, com o intuito de causar sofrimento a ela. A pena para esse tipo de crime pode alcançar até 40 anos de prisão.

A situação gerou grande comoção na comunidade local, evidenciando a gravidade das consequências de conflitos familiares mal resolvidos. O caso segue sob investigação pela PCPR, que busca elucidar todos os detalhes do ocorrido.

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