Ministro do STF alerta para riscos de abertura de celular em julgamento

André Mendonça, do STF, argumenta que a liberação do sigilo do celular de Daniel Vorcaro pode prejudicar.
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O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício no dia 13, ressaltando que a retirada do sigilo das informações do celular de Daniel Vorcaro pode complicar o julgamento programado para terça-feira, dia 15. Mendonça destacou que os ministros já têm acesso integral ao material que será utilizado na análise do caso, afirmando que o conteúdo disponível em seu gabinete é idêntico ao que foi entregue aos demais membros da Corte.

Em sua argumentação, o ministro enfatizou que a inclusão de novos elementos neste momento poderia impactar o progresso das investigações. Ele se referiu especificamente à abertura de todas as informações armazenadas no celular de Vorcaro, alegando que isso poderia gerar questionamentos adicionais e desviar o processo do seu curso natural.

"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro", afirmou Mendonça, alertando que tal medida poderia tumultuar o julgamento e comprometer a eficácia das investigações. Ele sublinhou a necessidade de que o processo siga o rito estabelecido, citando uma manifestação anterior do ministro Edson Fachin sobre a gravidade dos fatos, que não permite atalhos ou desvios de rota.

Além de suas considerações sobre o celular de Vorcaro, Mendonça também solicitou informações a quatro delegados da Polícia Federal que assinaram a representação inicial da Operação Compliance Zero. O pedido, que deve ser respondido em 24 horas, busca esclarecer as circunstâncias em que um determinado material chegou ao gabinete do ministro e eventuais constrangimentos enfrentados pelos policiais durante as investigações.

A solicitação de Mendonça surge em meio a divergências sobre a forma como um material produzido pela Polícia Federal foi encaminhado ao seu gabinete, mencionando o Ofício nº 33V/2026-CINQ/CGRC/DICOR/PF, datado de 8 de março de 2026. O ministro não determinou a abertura do celular em seu despacho, mas reiterou que a disponibilização de informações adicionais deve ser evitada antes do julgamento.

O despacho foi assinado digitalmente por André Mendonça em Brasília, neste domingo, e sua publicação está prevista, conforme o procedimento habitual. O ministro reafirmou que já possui o mesmo conjunto de documentos que será analisado pelos demais ministros na sessão, buscando afastar a necessidade de incorporar novos elementos antes do julgamento, que está agendado para a próxima terça-feira.

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