O deputado federal Mario Frias, do PL-SP, se pronunciou nesta segunda-feira, 14, sobre as investigações em torno do filme Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em suas redes sociais, Frias declarou ter sido vítima de um "assassinato de reputação" e criticou a associação de seu nome ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele afirmou que suspeitas foram levantadas publicamente antes que as investigações fossem concluídas.
Na publicação, o parlamentar expressou indignação ao afirmar que tentativas de transformar suspeitas em sentenças e insinuações em verdades resultaram em associações infundadas com o PCC. Ele enfatizou que nunca teve qualquer relação com criminosos e que construiu sua vida de forma íntegra.
Além disso, Mario Frias relatou que sua família passou por momentos de medo devido a uma ação policial em sua residência, onde agentes, cuja identidade não foi revelada, teriam apontado armas para sua sogra e para sua filha, que tem apenas 15 anos. O deputado não forneceu detalhes sobre a operação.
A manifestação de Frias ocorreu após a divulgação de documentos relacionados à investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse. No dia 10 de setembro, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados, e Frias foi um dos alvos da operação, que recebeu autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação da PF busca apurar se recursos de emendas parlamentares, destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), foram desviados para a produção do filme. O deputado destinou R$ 2 milhões ao ICB para projetos de esportes, e a investigação sugere que R$ 750 mil foram transferidos para a produtora Go Up Entertainment durante as filmagens do longa.
Além disso, a Polícia Federal identificou que Frias transferiu R$ 645,4 mil de sua conta pessoal para a produtora entre novembro e dezembro de 2025. O órgão questionou a compatibilidade desse valor com os rendimentos do parlamentar.